Category Archives: ANARQUISTAS PRESXS

“ATÉ TODXS ESTAREM LIVRES!” – 6a SEMANA INTERNACIONAL PELXS PRESXS ANARQUITAS

“ATÉ TODXS ESTAREM LIVRES” – 6a SEMANA INTERNACIONAL PELXS PRESXS ANARQUISTAS

23 – 30 DE AGOSTO

via SOLIDARITY INTERNATIONAL

tradução tormentasdefogo

Estamos retomando a semana global de solidariedade com xs anarquistas presxs. Desde o ano passado, muita coisa mudou em nossos países, mas no geral a tendência é piorar, com mais repressões aplicadas contra anarquistas, não só na Europa mas também em todo o mundo. Com isso em mente, nós convocamos a sexta semana anual de solidariedade!

No ano passado, muitas pessoas nos enviaram seus comunicados desde diferentes partes do mundo e esperamos que este ano a tradição cresça ainda mais. Precisamos apoiar nossxs compas! Use esta semana para divulgar as informações sobre xs anarquistas que estão atrás das grades. No país onde você vive não há anarquistas encarceradxs? Não se preocupe, apoie xs presxs em outros países da sua região ou use esses dias para aumentar a conscientização sobre os mecanismos de repressão e como as comunidades anarquistas podem combate-los!

Construa uma cultura de segurança, apoie xs presxs anarquistas e contra ataca!

Não hesite em continuar enviando seus comunicados para tillallarefree@riseup.net!

Ninguém é livre até todxs estarem livres!

 

ATUALIZAÇÃO SOBRE O “CASO 21 DE MAIO”

via PUBLICACION REFRACTARIO

Finalmente, no dia 7 de julho de 2018, a corte de Valparaíso proferiu um veredito contra xs 6 acusadxs pelo incêndio em 21 de maio de 2016 e a morte do guarda municipal Eduardo Lara.

Sob os crimes de porte de bomba incendiária e incêndio resultando em morte, o tribunal decidiu ditar vingança contra os 6 acusados.

Miguel e Felipe decidiram não aparecer, encontrando-se felizmente fugidos e longe das garras da polícia até agora. Ainda assim a sentença foi a seguinte:

Miguel Ángel Varela Veas: Autor do crime de incêndio que resultou em morte + porte de bomba Molotov: 12 anos de prisão (incêndio) + 3 anos de prisão (Lei de controle de armas)

elipe Ríos Henríquez: Autor do crime de incêndio que resultou em morte: 12 anos de prisão.

Constanza Gutiérrez Salinas: Coautora do crime de incêndio resultando em morte: 10 anos de prisão.

Hugo Barraza Araya: Co-autor do crime de incêndio que resultou em morte: 10 anos de prisão.

Nicolás Bayer Monnard: Co-autor do crime de incêndio que resultou em morte: 10 anos de prisão.

Rodrigo Araya Villalobos: Co-autor do crime de incêndio que resultou em morte: 10 anos de prisão.

Constanza, Hugo, Nicolas e Rodrigo permanecerão nas ruas até que a sentença seja definitiva e ratificada, após os recursos e revisão de nulidade da sentença.

INDONÉSIA: ATUALIZAÇÕES SOBRE XS PRISIONEIRXS ANARQUISTAS EM YOGYAKARTA

 

protesto durante o 1 de Maio em Yogyakarta, no território dominado pelo Estado da Indonésia.

via MPALOTHIA

tradução tormentas de fogo

“A prisão é um marco no caminho dxs revolucionárixs rumo à liberdade. É uma parada intermediária, mas não é o fim”Conspiração de Células de Fogo

Desde o dia 1o de maio de 2018 até hoje (4 de julho de 2018), xs prisioneirxs anarquistas em Yogyakarta ainda não enfrentaram processos judiciais. As informações recebidas são de que xs prisioneirxs anarquistas deveriam ter sido transferidos para a Prisão Cebongan em Sleman em 29 de junho de 2018, pois o promotor xs mantém na delegacia de polícia de Yogyakarta desde 1º de maio para o processo de investigação. No entanto, a transferência planejada foi cancelada e o período de detenção na delegacia de Yogyakarta foi prorrogado até 30 de julho de 2018, com base em mais investigações.Acreditamos que o processo de investigação prolongada é devido a este caso ser politizado, é evidente, pelas muitas opiniões que vieram à tona, que a ação no 1º de maio foi um ato de oposição contra o governo.

Quanto à condição dos prisioneiros anarquistas de Yogyakarta, um deles, Brian Valentino (UCIL), foi levado ao hospital devido a problemas respiratórios e problemas de estômago. Agora, Ucil ainda está se recuperando, mas ele continua de bom humor e está sempre espalhando sorrisos para outros prisioneiros. Quanto axs outrxs prisioneirxs anarquistas, todos estão em boa saúde física e psicologicamente, mas sabemos da pressão que sofrem de várias partes, especialmente da polícia e do estado.

Continuaremos a fornecer informações sobre a situação dxs prisioneirxs anarquistas e o andamento do caso. Obrigado a todxs xs amigxs que demonstraram solidariedade para xs prisioneirxs anarquistas de Yogyakarta.

“Infelizmente, o sonho que carregamos em nossos corações é grande demais para evitar o risco de nos encontrarmos contra a parede monstruosa de autoridade erguida em defesa do Estado e do Capital” Nicola Gai

 

 

CHILE: ATUALIZAÇÕES SOBRE O “CASO SECURITY”

via CONTRAINFO

tradução tormentas de fogo

21/06/2018 – Sobre a situação do compa Marcelo

Marcelo Villarroel Sepúlveda, é um combatente subversivo e atual preso político, que sempre esteve na linha de frente de diferentes momentos da luta de classes no Chile, desde o fascista Pinochet até seus continuadores que agora administram o grande capital, fato que o levou a estar quase metade de sua vida atrás das grades.

De muito “moleque”, e como muitos outros jovens populares, ele se juntou ao Movimento Jovem Lautaro nos combates contra a ditadura, recuperando comida e outros suprimentos para a população, fazendo propaganda armada e golpeando os símbolos de poder daqueles anos, cujo complexo grupo político MAPU-LAUTARO definiu como: “Guerra Insurrecional de Massas”

Depois de viver a repressão nas prisões de Pinochet, como outrxs lutadorxs, ele decidiu não engolir a história da transição acordada, entendendo que o fim da ditadura militar foi a continuidade da ditadura do grande capital, então ele não parou de lutar contra a opressão. Assim sendo ele cai preso em 1992, cumprindo prisão por 11 longos anos.

Uma vez detido na “democracia”, e depois de ser afastado do MAPU-LAUTARO por assumir uma posição libertária, Marcelo juntamente com outrxs compas fundou o coletivo “Kamina Libre”, realizando várias atividades anti-prisões e anti-autoritárias em diferentes partes.

Em 2007, Marcelo e outros compas são acusados de autoria de algumas recuperações bancárias em que um policial é morto, razão pela qual uma imensa operação repressiva está sendo realizada no Chile e na Argentina, resultando na prisão de várias pessoas.

Apesar de estar perto de cumprir o prazo para começar a solicitar os benefícios penitenciários por sua última condenação, o Estado pede a Marcelo mais de 40 anos de prisão da vergonhosa justiça militar por ações dos anos 90, evidenciando a clara intenção.de mantê-lo encarcerado por toda a vida, por causa de sua audácia de nunca ter sido domesticado pelas leis da injustiça e do capital.

LIBERDADE PARA O COMPA MARCELO VILLAROEL SEPÚLVEDA!
ENQUANTO HOUVER MISÉRIA, HAVERÁ REBELIÃO!

20/06/2018 – O COMPA FREDDY SAI DA PRISÃO!

Comunicado dos prisioneiros subversivos Juan Aliste Vega e Marcelo Villarroel Sepúlveda:

À quem combate contra o estado, a cadeia e o capital em todo o mundo.

– Para os nossos compas e irmãos lutadores.
– Para todas as pessoas que nos acompanharam nestes 10 anos de resistência ao encarceramento.
– Aos Núcleos, grupos, organizações e indivíduos subversivos e libertários autônomos.
– Para nossas famílias.

Ontem, segunda-feira, 18 de junho de 2018, nosso irmão, amigo e companheiro Freddy Fuentevilla Saa deixou a prisão de segurança máxima em Santiago do Chile depois de 10 anos e quase 3 meses de confinamento ininterrupto, sob o que a justiça do poder denomina por “liberdade condicional”.

Relatar este longo trajeto, seus avatares, cada momento no cativeiro é difícil nestas cartas carregadas de sentimentos encontrados onde hoje domina a imensa alegria de ver um dos nosso caminhando parafora destes muros, reencontrando-se com seus amores e carinhos que alimentam o coração indomável de todxs xs que não renunciam nem se curvam diante do tempo horrendo do cativeiro.

A inexorável passagem do tempo hoje nos dá uma mão permitindo que que nosso compa novamente olhe para o céu sem barras de ferro, saindo desses espaços estreitos de cimento e metal penitenciário que não foram capazes de acabar com nossa férrea convicção insurrecta.

Em cada passo dado, com a aprendizagem constante e a vontade intacta continuamos irmanados com todxs que se rebelam perante um mundo doente que somente nos oferece uma vida descartável, cimentada com os valores mais pútridos que poderíamos ter imaginado e que estão anunciando o desaparecimento da vida caso nós não nos opormos através da resistência multiforme persistente.

O mundo do poder, da autoridade e das hierarquias, do nazifascismo em todas as suas variantes e cores, a pretensão de controle total e a ideologia que o justifica continuam a ser destinatários da nossa eterna raiva ancestral e por isso insistimos na continuidade da luta mais além das grades e das paredes onde hoje ainda seguimos em punho alto.

Nossas batalhas atuais são urgentes!

Redobrar os esforços para superar a indiferença dos carcereiros com a qual neste momento tratam a situação médica de Juan é urgente.

Da mesma forma, a situação jurídica de Marcelo, que deve cumprir 10.123 dias de prisão de acordo com as condenações provenientes dos ministérios militares da década de 90, é uma aberração.

A prisão é vivida dentro e fora das paredes perimetrais… em nenhum caso o nosso irmão está livre, hoje só pode caminhar através das ruas com medidas severas de controle como assinatura semanal e restrições de deslocamento regional, além do inevitável controle policial.

Um passo mais perto dos seus, um momento necessário para recuperar o oxigênio depois de tantos anos atrás das grades.

Nós abraçamos com firmeza e cumplicidade subversiva todxs xs presxs dignxs que não se rendem nas cadeias do Chile, Argentina, Brasil, Peru, Colômbia, México, EUA, Itália, Espanha, Grécia, Rússia, Ucrânia e em todos os rincões do planeta onde se luta de forma autônoma e horizontal, buscando a libertação total dos povos, indivíduos e comunidades.

Com carinho e fraternidade aos perseguidos que caminham zombando da lei…

SOLIDARIEDADE E FRATERNIDADE INTERNACIONALISTA PELA DEMOLIÇÃO DAS PRISÕES!!!

CONTRA O ESTADO, O CÁRCERE E O CAPITAL: GUERRA SOCIAL!!!

ENQUANTO HOUVER MISÉRIA, HAVERÁ REBELIÃO!!!

VALPARAISO: ATUALIZAÇÕES SOBRE O CASO “21 DE MAIO”

 

via PUBLICACION REFRACTARIO

tradução tormentas de fogo

26/06/2018

“Declaram culpadxs xs 6 companheirxs processadxs pelo caso 21 de mayo + veredito”

No dia 26 de junho de 2018, Francisco Hermosilla, Mario Fuentes Melo e Valeria Echeverría decidiram novamente sobre a vida das pessoas. Os três juízes miseráveis do IV Tribunal Penal Oral de Valparaíso, no alto do seu pódio cumpriram seu papel de engrenagens do sistema jurídico-prisional.

Desta vez decidiram emitir um veredito condenatório contra 6 compas acusadxs de participar dos distúrbios de 21 de maio em 2016, no qual o guarda municipal Eduardo Lara morreu asfixiado em uma farmácia nas imediações, por conta da fumaça gerada pelo incêndio.

O nauseante poder judiciário considerou xs compas culpadxs pelos seguintes delitos:

Miguel Ángel Varela Veas: Autor do crime de incêndio que resultou em morte + porte de bomba molotov.

Felipe Ríos Henríquez: Autor do crime de incêndio resultando em morte.

Constanza Gutiérrez Salinas: Coautora do crime de incêndio resultando em morte.

Hugo Barraza Araya: Co-autor do crime de incêndio resultando em morte.

Nicolás Bayer Monnard: Co-autor do crime de incêndio resultando em morte.

Rodrigo Araya Villalobos: Co-autor do crime de incêndio resultando em morte.

O perseguidor do caso “21 de maio”, ou promotor Cristián Andrade, que solicitou sentenças de 15 a 25 anos, comemorou que o tribunal aceitou sua tese: “Existe uma conformidade em haver reconhecido que a morte de Eduardo Lara foi produto do incêndio”.

Lembre-se que xs 6 companheirxs permaneceram nas ruas sujeitxs a várias medidas cautelares (assinaturas no fórum, canseiras e, em alguns casos, prisão domiciliar), mas na audiência de hoje a acusação solicitou prisão preventiva enquanto aguardava a condenação, rejeitada pelo tribunal.

Assistiram à audiência Hugo, Constanza, Nicolás e Rodrigo Araya, enquanto os companheiros Miguel e Felipe se recusaram a vir, resultando numa ordem de prisão contra ambos.

A sentença, onde o tribunal decretará os anos da condenação dxs compas, será lida no dia 7 de julho às 10: 00hrs, desde então a defesa poderá recorrer da nulidade do julgamento.

Hoje, novamente, observamos uma evidente vingança jurídica exercida durante um processo político. Não importam as imagens desconexas mostradas pela polícia, a falta de qualquer teste de hidrocarboneto ou até mesmo os relatórios da ANI especulando sobre alguém responsável. Hoje o laudo judicial afirma como relação direta a participação nos tumultos de 21 de maio, o ataque incendiário a uma farmácia com a morte por sufocamento de um trabalhador municipal trancado por seus patrões, que estavam vários andares acima. A confusão é completa em função de manter a razão do Estado.

Esta sentença é um ataque à luta rueira e às expressões transbordadas nas manifestações, procurando mostrar alguns responsáveis para satisfazer os desejos de vingança do município de Valparaíso. Hoje como ontem nem o silêncio, nem a passividade são táticas para enfrentar o linchamento legal.

SOLIDARIEDADE ATIVA E INSURRECTA COM XS COMPAS CONDENADXS!!!

ACOMPANHAR, APOIAR E ABRIR CAMINHOS PARA XS COMPAS MIGUEL E FELIPE!!!

“Xs 6 indiciadxs são parte ativa do movimento social contra o extrativismo em seus respectivos territórios, principalmente na luta regional contra o mega projeto colonizador de devastação da natureza, conhecido por suas iniciais: IIRSA

No contexto do protesto social convocado por diversas organizações no dia 21 de maio de 2016, enquanto acontecia a conta pública anual no congresso nacional, milhares de pessoas se reuniram para demonstrar sua insatisfação com as políticas públicas neoliberais. Nesse cenário, houve vários confrontos com a polícia, onde individualidades e coletividades atacaram símbolos do capitalismo, do consumo e da exploração. Dentro dos edifícios afetados está o incêndio de uma farmácia, localizada em um prédio cujos andares superiores abrigavam escritórios municipais. Infelizmente, neste incidente em que o fogo se espalhou por toda a estrutura, um trabalhador municipal morreu sob condições de trabalho questionáveis; ele estava dentro da propriedade danificada. O dia terminou sem detenções em relação a esse fato específico.

Depois de 3 meses do trágico evento, através de espetacularizações nas cidades da quarta e quinta região, que ainda tiveram, em todos os momentos, a presença de uma equipe de imprensa do canal 13, 6 compas são presxs. Elxs são enquadradxs no dia seguinte e em função da falta de evidências por parte promotoria, a medida preventiva requerida de prisão preventiva não é obtida. A investigação é postergada num prazo de 6 meses; No entanto, durante o processo e sem novas evidências, a medida de precaução para uma das pessoas acusadas é alterada para prisão domiciliar.

O megaprojeto da IIRSA foi rejeitad por grande parte das organizações sociais que habitam os territórios afetados. Tornou-se um tema transversal para vários setores e organizações, juntamente a uma grande variedade de grupos, nos quais xs acusadxs participam, levando adiante fóruns e outras atividades informativas para disseminar esse problema. Denunciamos que essas atividades relacionadas à defesa de terras e territórios têm sido constantemente monitoradas pela polícia e pelos serviços de inteligência: por meio de gravações, controle de identidades e outras técnicas de assédio. O Ministério Público Federal incorporou à pasta de investigação e, entre as alegadas evidências, material audiovisual registrado em atividades organizadas em torno deste assunto realizadas antes e após o evento investigado. Essa situação evidencia uma perseguição política, previamente articulada, que pretende criminalizar e punir idéias e grupos de amigxs e afines. Perseguição que busca deter e reprimir a articulação do genuíno e necessário protesto contra os projetos extrativistas, que atentam contra a natureza e a própria vida. Denunciamos também um processo falho, cheio de irregularidades e influenciado, obviamente, por razões políticas.”

Comunicado de Alejandro Centoncio, preso por luta rueira

via PUBLICACION REFRACTARIO

https://publicacionrefractario.files.wordpress.com/2013/12/molotovusach.jpg?w=300&h=225

Comunicado da penitenciária sul de Santiago:

“Em 29 de março de 2017, fui preso acusado de portar uma bomba molotov.

Isso aconteceu no contexto da comemoração do dia do jovem combatente no Chile. A atual lei de controle de armas no Chile considera coquetel molotov como uma arma de fogo. Uma lei desproporcional cujo único propósito é a repressão do protesto de rua. Hoje, já estou há 9 meses na prisão. É o meu círculo mais próximo que sofre esta situação comigo. Submerso no lixo diário, percebo plenamente como essa sociedade precisa de prisões para sobreviver.

Minha situação é uma montagem absurda. O suposto molotov que estão colocando nas minhas costas é feito com… parafina (querosene). Sabe-se que um molotov não é feito com esse elemento… mas para justiça deles, é o suficiente para pedir uma sentença que varia de 3 a 5 anos de prisão efetiva.

Hoje não me sobra mais que procurar solidariedade, e ação e arrogância contra um sistema bastardo que não hesita em esmagar e encarcerar todo o seu entorno, apenas por causa das idéias rebeldes contra este mundo tétrico de prisões e carcereiros.

Faço um chamado para mostrar solidariedade a todxs xs presxs do mundo.

A atuar…

E faça deste mundo uma fogueira em que todas as prisões desapareçam.

Alejandro Centoncio desde a ex-penitenciária de Santiago, Chile

Valparaiso: Pedem vinte anos para xs processadxs por distúrbios no 21 de maio de 2016 que terminaram com um guarda sufocado

via PUBLICACION REFRACTARIO

“Solidariedade anticarcerária com xs detidxs acusadxs de incendio no dia 21 de maio em Valparaíso/ A mídia aponta e a polícia dispara. A derrubar as fantasias da promotoria. Liberdade axs detidxs!”

Finalmente, a acusação decidiu fechar a investigação contra xs 6 processadxs pelo ataque incendiário a uma farmácia, que se espalhou por todo o prédio durante os distúrbios de 21 de maio de 2016, onde morreu asfixiado um guarda municipal.

O poder solicita as seguintes penalidades contra xs companheirxs:

Miguel Ángel Varela: acusado por incendio seguido de morte. A acusação pede 20 anos de prisão.

Felipe Ríos: acusado de incendio seguido de morte. A acusação pede 20 anos de prisão.

Constanza Gutiérrez: acusada como co-autora por fornecer os meios para o crime principal se materializar. A acusação solicita 15 anos de prisão.

Hugo Barraza: acusado como co-autoria por fornecer os meios para o crime principal se materializar. A acusação solicita 15 anos de prisão.

Nicolás Bayer: acusado como co-autor por fornecer os meios para o crime principal se materializar. A acusação solicita 15 anos de prisão.

Rodrigo Araya: acusado como co-autor por fornecer os meios para que o crime principal se materializar. A acusação solicita 15 anos de prisão.

Lembre-se de que todxs estão na rua, depois de enfraquecer fortemente as evidências na audiência de formalização. É de se esperar que logo se realize a preparação do julgamento oral e, finalmente, o julgamento.

Solidariedade com xs processadxs: A defender e agitar a luta rueira!

 

 

Sardenha – Atualizações sobre Paolo

via ROUND ROBIN

Paolo está em Uta [Província de Cagliari, Sardenha], ele está bem, ele está em uma ala com xs outrxs prisioneirxs e em uma cela com um dos dois cúmplices com quem ele foi preso. Ele pediu alguns selos. Não há notícias sobre datas de audiência ou qualquer outra coisa, nesta semana ele teve suas primeiras visitas e não parece ter problemas para receber cartas.

Para escrevê-lo:

Casa Circondariale Ettore Scalas
2 strada ovest Z.I.
Macchiareddu,
09010 Uta
Sardinia

Mais atualizações em breve.

Chile – Jornada Anti-Carcerária em Solidariedade com Nataly, Juan e Enrique

via TURBA NEGRA

Difundo a partir da publicação da Coordinadora Anticarcelaria La Fuga e mando forças axs compas que estão levantando essa movida em solidariedade axs compas presxs: Juan, Nataly e Enrique.

O julgamento contra xs companheirxs foi iniciado em 24 de março desse ano, e após um longo julgamento, as condenações e acusações da acusação são as seguintes:

Enrique Guzmán: acusado da confecção do dispositivo explosivo utilizado no 1º Delegacia do centro de Santiago. Formalizado pela lei antiterrorista, a acusação pede 10 anos de prisão.

Nataly Casanova: acusada da confecção do dispositivo explosivo utilizado no 1º Delegacia do centro de Santiago, da colocação do dispositivo explosivo no metrô, posse de material para fabricação de material explosivo. Formalizada pela lei antiterrorista, a promotoria pede 20 anos de prisão.

Juan Flores: acusado da colocação do dispositivo explosivo utilizado no 1º Delegacia do centro de Santiago, da colocação do dispositivo explosivo no metrô, da colocação do dispositivo explosivo no subcentro. Formalizado pela lei antiterrorista, a promotoria solicita uma sentença perpétua contra ele.

Abaixo o estado policial e suas montagens no Caso Bombas 2.
Liberdade à Nataly, Juan, Enrique e todxs xs presxs em luta!

Domingo 19 de novembro
do lado de fora da prisão de San Miguel

A partir das 11hs

*Assessoria legal e penitenciária para familiares e próximxs de pessoas encarceiradas.
*Conversa com compas de 81 Razones x Luchar, Observatorio Social Penitenciario, coordenador do DDHH Mauricio Hernandez e outrxs compas.
*Música, olla común e atividades para crianças

Cagliari, Itália – Anarquista Paolo preso por roubo

via Nobordersard

Tradução TURBA NEGRA

Cagliari, Itália – Anarquista Paolo preso por roubo

Na terça-feira, 31 de outubro, nosso companheiro Paolo foi preso junto com dois companheiros, logo após o assalto ao escritório dos correios no subúrbio de Cagliari. Depois de deixarem o escritório de correios, eles tentaram fugir, mas a infâmia de uma testemunha forneceu informações muito precisas aos policiais, que, portanto, conseguiram organizar um cerco e interceptá-los enquanto eles estavam fugindo.

Eles não ofereceram resistência. As roupas e as armas usadas no assalto foram encontradas no carro.

Toda a nossa proximidade e solidariedade para eles. Nós não sabemos por que eles fizeram essa escolha, e nós não nos importamos. Sabemos que quem organiza para privar o Estado e os patrões do que eles precisam, faz o certo, sempre.

Mas, estamos enojadxs por aquelas pessoas que, por um “senso de dever cívico” (expressão usada pelo chefe da polícia de Cagliari), criticam aquelxs que se organizam e agem para ter o que precisam, tirando o que por natureza é o pior explorador no mundo, o Estado.

Do lado daqueles que não abaixam a cabeça.