Publicação informativa sobre a Operação Antianárquica Érebo em Porto Alegre (RS). Um convite para o debate.

recebido via email 01/03

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Vimos uma iniciativa, que chama à ofensiva e aviva nossos impulsos e instintos. Assim, respondemos ao chamado de Agitação Contra a Operação Érebo desde a tocaia na propagação de reflexões.

“Sentimos a necessidade de trazer o tema da Operação Érebo para a troca de ideias anárquica e Anarquista pois o tema parece observado através de um vidro embaçado. Não fica claro quais os alvos da Operação, suas repercussões, a situação dos anárquicos atingidos e nem se fala do que poderíamos apreender dessa experiência. Assim, achamos que há vários pontos que valem a pena refletir. E esta publicação é a ferramenta que nos parece pode ajudar a desembaçar alguns aspectos. Com essa intenção reproduzimos alguns textos e compartilhamos nossas reflexões. Trazemos estas reflexões, dentre várias perspectivas, a partir da visão com a qual nos sentimos mais próximos. Mas, não se trata somente de afinidade ou cumplicidade, trata-se também da necessidade de afincar na reflexão sobre a informalidade anárquica no território controlado pelo estado brasileiro.

Dentro das diferentes formas de viver o anarquismo e procurar a anarquia, o ataque informal anárquico está sendo omitido das reflexões e debates. Não podemos imaginar se isso acontece porque “não se sabe” dos ataques, porque “não se quer falar disso” ou porque algumas tendências anarquistas têm criado uma linha quase única de pensamento ácrata. O que está claro é que pouco ou nada se debate sobre o tema. Isto nos estranha já que sendo anarquistas como somos, as práticas subversivas de confrontação contra a dominação teriam que estar entre os temas favoritos de nossas conversas.”

Buenos Aires: que a política não apague a raiva!

via INSURRECTION NEWS

tradução tormentas de fogo

O folclore das datas faz seu chamado novamente, desta vez, como tantos outras, a convocatória cidadã olha em direção às bandeiras feministas, amparadas por partidos políticos e administradas pelo patriarca estatal, algumas dessas iniciativas se intitulam de “greve feminina”, outras de “jornadas de luta”, e todas abrem um espaço para inundar os discursos com sabor de reforma e negação da individualidade, enchem a boca com slogans de palavras como” neoliberalismo “, “repressão ” e “empoderamento “, iniciativa que tem por único objetivo preencher suas fileiras, suas urnas e seus bolsos.

O grito feminista e anti-patriarcal se expande no ar, e não deve nos surpreender que cada parcela do poder procure tomar uma fatia do bolo para deixar sua marca, que novamente a procissão desfile pelas ruas do centro tirando fotos com seus cartazes indignados, que os meios de comunicação apareçam mórbidos esperando algo fora do comum, para depois implantar toda sua parafernália jornalística buscando separar xs “violentxs” dxs “manifestantes”, o roteiro foi cumprido e continuará a ser cumprido em cada manifestação, porque eles sabem que somos perigosos, eles sabem que não temos medo, que não só não nos calamos, mas também que não respeitamos suas instituições ou suas lógicas autoritárias, eles sabem que a fúria feminista foi liberada, a ação foi tomada e despertou sorrisos e gestos de solidariedade em cada umx de nós que sentimos o patriarcado se impondo diariamente em nossas vidas.

É por isso que não devemos nos surpreender que essas mesmas mídias, que estiveram durante os últimos meses tentado retomar o discurso feminista bem intencionado nas suas notícias semanais, são as mesmas que, no 9 de março, repudiam qualquer ato vandálico que ocorre, alegando que estes “acontecem no lugar de expresse-se livre e pacificamente”.

Essas palavras são dedicadas para xs negadorxs, xs rebeldes, xs antiautoritárixs, xs anarquistas e todx aquelx que esteja cansadx desta sociedade e suas relações, para aquelxs que odeiam a polícia, que não esperam ver as igrejas em chamas mas sim levem nas suas costas o combustível para ver seu sonho se tornar realidade, para aquelxs que permanecem vivos no meio das massas e não se escondem atrás de rótulos, para nós que amamos a destruição deste mundo, bem como a criação de novas relações livres de autoridade, para nós que cobrimos nossos rostos para não esconder nossas intenções, nós, xs anônimxs que preferem ver arder os bastiões do estado e do capital, porque não nos conformamos de voltar para nossas casas satisfeitxs, nem estamos interessadxs em aparecer nos programas de televisão.

Este é um chamado para manter a rava viva, para tensionar nossas práticas para nos tornarmos mais eficazes, a cuidar de nós mesmos e de nossxs compas, mas acima de tudo não se esconder quando a repressão bater na porta.

O estado tirou suas armas dos lençóis, as mesmas armas que, nos últimos anos, estavam escondidas a portas fechadas para tortura, hoje são trazidas à tona para impor medo e paranóia, para nos trancar em nossas casas ou atrás das grades, mas é precisamente nestes momentos quando procuramos ser tão sigilosxs quanto ruidosxs dependendo da circunstância, é precisamente agora que é muito importante dar um passo a frente e responder.

Não vamos deixar os apropriadores transformarem a raiva em publicidade!

À expandir a revolta para além dos limites políticos e cidadãos!

 

Banner in solidarity with anarchists persecuted by “Op. Érebo”

received via email 21/02

A few words in solidarity with anarchists persecuted by the “Erebo” operation in Porto Alegre (RS), from somewhere in the territory controlled by the Brazilian state and global capitalism.

Almost four months ago, a police operation led by the deputy Jardim
raided private houses and collective spaces in the city of Porto Alegre. Several people and spaces ended up being the target of this operation and some books edited by the Kaos anarchist library were used as evidence to persecute comrades.

We do not intend, in this text, to turn to the way in which the media exposed the case, even though it is worth emphasizing the way which the press manipulates the masses in order to maintain a stammering social peace.

Even with all the efforts police-media made to depoliticize some anarchist proposals — seeking to find some “legitimacy” in pursuing evil “anarchists”,
taking advantage of tactical differences and seeking to create divisions between anarchist tendencies — combative anarchist solidarity rose up, and the fists were closed to the enemies!

As we believe that solidarity is a weapon against repression attempts and oblivion, and that we also know that it needs to be more than words to vibrate in the hearts of the rebels, we send this simple but, we believe, important message.

We hang a banner in solidarity with the persecuted anarchists in Porto Alegre. For all those who are fighting against the storms of loneliness and the inclemency of uncertainty. For all those whose life was /is being disturbed by this repressive wave and that have not lowered neither arms nor head!

For all those who face the difficulties waking up each morning with the conviction of having crossed the point of no return. The powerful can never stop us!

The political-economic context in Brazil and in Latin America is even more repressive against social movements. The political climate has a bitter taste for all those who oppose, in general, the devastating capitalism. A few days ago, 12 indigenous from Brazil’s southern territory were tortured, hit by rubber bullets and real bullets for the simple fact of claiming their lands, which they were promised almost 30 years ago*!

It also has this flavor for the great “minorities” of that sick society, who are being targeted by an ever-increasing “social cleansing” of large enterprises, fruits of “progress” and the”development”. The government kills “legally” by sending
armed forces to “clean” the favelas ** and does it also by organizing “agricultural fairs” in which the money raised is invested in the “security” of farmers and in the killing of indigenous people and peasants who dare to take back with their own hands their invaded lands.

Make no mistake, terrorist is the state and violent is the system that wants
to impose on us a life we never chose.

Debates on the legitimacy of violence are a false debate. We will never stand on the side of those who are pleased to live as a slave…

Those who celebrate past insurrections, today condemn any impulse of liberating violence, this happens under various pretexts such as the fact that we live in a “democracy”. Democracy, technocracy, dictatorships, all political-economic regimes deserve to be attacked, never was and can never be anything other than the expression of power coercion and domination of a few over the rest.

The articulation between centralized power and capitalism is inherent in
globalized modern society and to think that it is possible to destroy
capitalism without, together, destroying the structures of state power is a
illusion that some leftist parties nurture to seduce souls and thus gain a few more votes in the upcoming elections. Whether left or right governs, for them, the
Guarani Kaiowá, will always be worth less than the benefits of the
tons of soybeans.

If Dilma’s presidential government unleashed social cleansing, anti-terrorism law,
towards more and more progress and political persecution against
anarchists, today militants of the Workers Party and the MST (Rural Workers Without Land Movement) and of the entire “radical” left-wing party are also targets of political persecution.

If lately we meet on the streets to fight, let’s not forget the profound ideological and political differences that separate us. Same if we believe that we should rethink strategies and tactics of struggle in this current context, it is interesting that we question the role/place that we play on the regional, national (and internationally) chessboard in order not to end up being one of the pedestrians used to win the match. History has much to teach us about that…

More than answers, we point to the provocations to reflect the panorama
and to imagine strategies and actions that continue to spread the social war.

The repressive waves against those who struggle seek to frighten and paralyze any attempt to oppose the system. It is precisely what we can not let happen. We will look for ways to continue to struggle against a system and way of life that, in addition to not satisfy us as individuals, bases its values on domination
and in the exploitation of a few against the rest.

Oppression, domination and exploitation must be attacked in its roots and in a radical way. There are no ready-made methods for this, only has the combination of historical memory and creative imagination to invent, to think, to try strategies of struggle in this context each more adverse.

May this little message, like a flame of revolt, lighten the heart
of our persecuted comrades…

Strength and combative solidarity with the anarchists pursued by the
“Operation Erebus”!

With Guilherme Irish and Samuel Eggers present in our insurgent memory!

Long live anarchy!

Long live insurrection!

* On February 17, 2018, 12 Kaingang families in Passo Fundo
were beaten by the BOE (Special Forces Police Battalion). They were occupying an area of DNIT claiming the demarcation of their lands:

http://desacato.info/familias-kaingang-sao-espancadas-pela-policia-militar-em-passo-fundo-rs/

https://www.cimi.org.br/2018/02/policia-militar-agride-e-tortura-familias-kaingang-no-rio-grande-do-sul/

**

http://anovademocracia.com.br/noticias/8264-intervencao-no-rio-militares-querem-invadir-arbitrariamente-casas-de-moradores-em-favelas

http://anovademocracia.com.br/noticias/8254-intervencao-no-rio-forcas-armadas-vao-comandar-a-guerra-civil-contra-o-povo

*** On this theme see the movie “Martírio”, it brings information
and interesting links between private security guards on the farm,
politicians and farmers.

Faixa em solidariedade com xs perseguidxs pela operação érebo

recebido via e-mail 21/02

Algumas palavras em solidariedade com xs anarquistas perseguidxs pela
operação Erebo em Porto Alegre (RS), desde algum lugar, no território
controlado pelo estado brasileiro e o capitalismo global.

Há quase 4 meses, uma operação policial liderada pelo delegado Jardim
invadiu casas particulares e espaços coletivos na cidade de Porto
Alegre. Várias pessoas e espaços acabaram sendo alvo dessa operação e
alguns livros editados pela biblioteca anárquica Kaos foram usados como
elementos comprobatórios para perseguir xs anarquistas.

Não pretendemos, nesse texto, voltar sobre a maneira como a imprensa
brasileira levou o caso, mesmo se vale a pena ressaltar a pertinência
com a qual a imprensa manipula as massas com o objetivo de manter uma
paz social titubeante.

Mesmo com todos os esforços do aparato policial-midiático por
despolitizar algumas propostas anarquistas- buscando encontrar alguma
“legitimidade” política em perseguir xs anarquistas “do mal”
aproveitando diferenças e buscando criar divisões entre tendências
diversas do anarquismo- a solidariedade combativa anarquista se manteve
em pé, e os punhos ficaram fechados aos inimigos!

Como acreditamos que a solidariedade é uma arma contra as tentativas
repressivas e contra o esquecimento e que também sabemos que ela deve
ser mais do que palavra para vibrar nos corações dos rebeldes, mandamos
essa mensagem simples mas, acreditamos, importante.

Penduramos uma faixa em solidariedade com xs anarquistas perseguidxs de
Porto Alegre. Para todxs aqueles que estão brigando contra as tormentas
da solidão e as intempéries da incerteza. Para todxs aqueles cuja vida
foi/está sendo perturbada por essa onda repressiva e que não baixaram
nem os braços, nem a cabeça!

Para todxs aqueles que, fazem frente as dificuldades despertando-se cada
manhã com a convicção de ter cruzado o ponto de não retorno.
Nunca nos poderão parar!

O contexto político-econômico no Brasil e da América Latina está cada
vez mais repressivo com os movimentos sociais. O clima político tem
sabor um sabor amargo para todxs xs que se opõem, de maneira geral, aos
avances do capitalismo devastador. Há uns dias, 12 famílias indígenas do
sul do Brasil foram torturadas, atingidas por balas de borracha e balas
de verdade pelo simples fato de reivindicar suas terras, que por certo,
lhes foram prometidas há quase 30 anos*!

Também tem esse sabor para as grandes “minorias” dessa sociedade
doente, que se vêm alvos de uma cada vez maior “limpeza social” em prol
de grandes empreendimentos, frutos do “progresso” e do
“desenvolvimento”. O governo mata “legalmente” mandando as forças
armadas do exército “limpar” as favelas** e o faz também organizando
“feiras agrícolas” cujo dinheiro é investido na “segurança” dos
fazendeiros podres e na matança dos índios e camponeses que se atrevem a
retomar, com suas próprias mãos, suas terras invadidas***.

Que não se enganem, terrorista é o Estado e violento o sistema que quer
nos impor uma vida que nunca escolhemos.

Os debates sobre a legitimidade da violência são um falso debate. Nunca
estaremos do lado de quem gosta de viver como escravo…

Os mesmos que celebram insurreições passadas, hoje condenam qualquer
impulso de violência libertadora, isso, sob pretextos diversos como o
fato de nos vivermos em uma “democracia”. Democracia, tecnocracia,
Ditadura, todos os regimes político-econômicos merecem de ser atacados,
nunca são e nunca poderão ser outra coisa que a expressão do poder
coercitivo e da dominação de uns poucos sobre o resto.

A articulação entre poder centralizado e capitalismo é inerente a
qualquer sociedade moderna globalizada e achar que se pode destruir o
capitalismo sem, junto, destruir as estruturas do poder estatal é uma
ilusão que nutrem alguns partidos de esquerda para seduzir almas
revolucionárias e assim ganharem alguns votos a mais nas próximas
eleições. Sejam de esquerda ou de direita quem governa, para eles, as
vidas dos Guarani Kaiowá, sempre valerão menos que a os benefícios da
exportação de toneladas de soja.

Se, no governo “Dilma” a limpeza social, a lei antiterrorismo, a
correria rumo a cada vez mais progresso e a perseguição política contra
os anarquistas estavam à ordem do dia, hoje, militantes do PT e do MST e
de toda a esquerda “radical” partidária tornam-se também alvos de
perseguição política.

Se ultimamente nos encontramos nas ruas para lutar, não esqueçamos porém
das profundas diferenças ideológicas e políticas que nos separam. Mesmo
se acreditamos que devemos repensar estratégias e tácticas de luta no
contexto atual, é interessante que nos questionemos sobre o papel/lugar
que jogamos no tabuleiro de xadrez da política regional, nacional (e
internacional), isso, justamente para não acabar sendo um dos peões
usados para ganhar a partida. A história tem muito a nos ensinar sobre
isso…

Mais que repostas, apontamos a provocações para refletir o panorama
atual e imaginar estratégias e ações que sigam espalhando a guerra
social.

As ondas repressivas contra xs que lutam buscam amedrontar e paralisar
qualquer tentativa de oposição ao sistema. É justamente o que não
podemos deixar que aconteça. Buscaremos os jeitos para, de qualquer
maneira, seguir lutando contra um sistema e um modo de vida que além de
não nos satisfazer enquanto indivíduos, baseia seus valores na dominação
e na exploração de uns poucos contra o resto.

A opressão, a dominação e a exploração devem ser atacadas desde suas
raízes e de forma radical. Não existem métodos prontos para isso, só se
tem a combinação da memória histórica com a imaginação criativa para
inventar, pensar, experimentar estratégias de luta em esse contexto cada
vez mais adversos.

Que essa pequena mensagem, como uma chama de revolta, ilumine o coração
dxs companheirxs perseguidxs….

Força e solidariedade combativa com xs anarquistas perseguidxs pela
Operação Érebo!

Com, na memória insurreta Guilherme Irish e Samuel Eggers presentes!

Viva a anarquia

Viva a Insurreição!

*No dia 17 de fevereiro de 2018, 12 famílias Kaingang em Passo Fundo
foram espancadas pelo BOE. Estavam ocupando uma aera do DNIT
reivindicando a demarcação das suas terras:

http://desacato.info/familias-kaingang-sao-espancadas-pela-policia-militar-em-passo-fundo-rs/

e

https://www.cimi.org.br/2018/02/policia-militar-agride-e-tortura-familias-kaingang-no-rio-grande-do-sul/

**
http://anovademocracia.com.br/noticias/8264-intervencao-no-rio-militares-querem-invadir-arbitrariamente-casas-de-moradores-em-favelas
e
http://anovademocracia.com.br/noticias/8254-intervencao-no-rio-forcas-armadas-vao-comandar-a-guerra-civil-contra-o-povo

*** Sobre esse tema ver o filme Martírio, ele traz informações
interessantes sobre os vínculos entre seguranças privados nas fazenda,
políticos e fazendeiros.

Communiqué of Alejandro Centoncio, arrested for street battle

via PUBLICACION REFRACTARIO

Communiqué from the south penitentiary of Santiago:

“On March 29, 2017, I was arrested on charges of carrying a Molotov bomb.

This happened in the context of the commemoration of the day of the young combatant in Chile. The current gun control law in Chile considers Molotov cocktail as a firearm. A disproportionate law whose purpose is the repression of street protest. I’ve been in prison for nine months so long. It is my closest circle that suffers this situation with me. Submerged in the daily rubbish, I fully realize how this society needs prisons to survive.

My situation is an absurd make up. The supposed molotov they are putting on my back is made with… paraffin (kerosene). It is known that a Molotov is not made with this element… but for their justice, it is enough to ask for a sentence ranging from 3 to 5 years of effective prison.

Today I have nothing left more than to seek solidarity, and action and rage against a bastard system that does not hesitate to crush and imprison all its surroundings, only because of rebellious ideas against this tetrical world of prisons and jailers.

I make a call to show solidarity with all prisioners of the world.

To act…

And to make this whole world a bonfire where all the prisons disappear completely.

Alejandro Centoncio from the former-penitentiary in Santiago, Chile

 

Comunicado de Alejandro Centoncio, preso por luta rueira

via PUBLICACION REFRACTARIO

https://publicacionrefractario.files.wordpress.com/2013/12/molotovusach.jpg?w=300&h=225

Comunicado da penitenciária sul de Santiago:

“Em 29 de março de 2017, fui preso acusado de portar uma bomba molotov.

Isso aconteceu no contexto da comemoração do dia do jovem combatente no Chile. A atual lei de controle de armas no Chile considera coquetel molotov como uma arma de fogo. Uma lei desproporcional cujo único propósito é a repressão do protesto de rua. Hoje, já estou há 9 meses na prisão. É o meu círculo mais próximo que sofre esta situação comigo. Submerso no lixo diário, percebo plenamente como essa sociedade precisa de prisões para sobreviver.

Minha situação é uma montagem absurda. O suposto molotov que estão colocando nas minhas costas é feito com… parafina (querosene). Sabe-se que um molotov não é feito com esse elemento… mas para justiça deles, é o suficiente para pedir uma sentença que varia de 3 a 5 anos de prisão efetiva.

Hoje não me sobra mais que procurar solidariedade, e ação e arrogância contra um sistema bastardo que não hesita em esmagar e encarcerar todo o seu entorno, apenas por causa das idéias rebeldes contra este mundo tétrico de prisões e carcereiros.

Faço um chamado para mostrar solidariedade a todxs xs presxs do mundo.

A atuar…

E faça deste mundo uma fogueira em que todas as prisões desapareçam.

Alejandro Centoncio desde a ex-penitenciária de Santiago, Chile

AGITAÇÃO ANTI AUTORITARIA PELA OFENSIVA ANÁRQUICA CONTRA A “OPERAÇÃO ÉREBO”

Solidariedade insubmissa à todxs anarquistas perseguidxs na região sul
do território dominado pelo estado brasileiro.

Nós fazemos um chamado para ação extensiva nos meses de fevereiro e
março em resposta à “operação érebo”.

No ano de 2017, a polícia civil de Porto Alegre iniciou a chamada
“operação érebo” para perseguir anarquistas e espaços libertários. Está
claro que o estado quer derrubar a cada um que faz das suas ideias uma
autêntica ameaça

Nenhuma agressão ficará sem resposta. Perante a isso, apelamos para
respostas imediatas que venham de todos os cantos visando o inimigo. Não
ficaremos na defensiva covarde, aguardando o próximo movimento juridico
policial nos atingir.

Que a ideia se difunda e se espalhe como o fogo da revolta incontida por
todos os territórios dominados. Que as palavras de rebelião soprem junto
ao vento pelo mundo.

Sejamos criativxs.

COMUNICAÇÃO É ARMA!
PELA SOLIDARIEDADE APÁTRIDA!
LIBERDADE PREVALECERÁ!

“Somos o que somos e nisso não vamos retroceder: somos anarquistas,
amamos a liberdade e sim, desprezamos a todos os valores e instituições
que compõem essa máquina de guerra chamada capitalismo, civilização”

Bra$ile – “L’Operazione Érebo” la terra si muove. Agitazioni e riflessioni anarchiche il vento soffia.

via ANARHIJA

“L’Operazione Érebo” la terra si muove. Agitazioni e riflessioni anarchiche il vento soffia.

All’alba di 25 ottobre 2017, il cielo si è oscurato per gli anarchici di Porto Alegre. La Polizia Civile ha, con la cosiddetta “Operazione Érebo”, lanciato assalti e perquisizioni, riprese dai media locali e trasmesse dagli altoparlanti del sistema a massimo volume.

Da questa reazione di polizia, dallo spettacolo e strazio mediatico, e dall’agitazione nell’ambiente anarchico, mille e una necessità, urgenza, idea, impulsi e sentimenti ci hanno attraversato. Da questa riflessione nasce questa volontà di comunicare. Puntiamo la nostra determinazione contro il nemico e consolidiamo il passo con quelli che vivono l’anarchica nelle sue posizione e pratiche.

La nostra tendenza naturale al caos.

Noi siamo, esistiamo e agiamo al di là dello Stato, delle leggi e della democrazia. Noi cerchiamo e diffondiamo autonomia, ma sappiamo che non possiamo raggiungerla negoziando con il potere[1].

Eredi della lotta per terra e libertà, di guerrieri che ci insegnano che è possibile vivere in varie maniere al di là della società impostaci. Percepiamo una non conformità che persiste e insiste.

Osservando da questa parte del fiume, la democrazia è solo un’altra forma (attuale) con la quale la civiltà domina, uccide e cerca di cancellare forme di esistenza che sfuggono all’ordine militare e all’obbedienza cieca. Questa democrazia che si presenta come “il” valore in voga. E molti cadono ciechi, o abbagliano la propria vista con i suo bagliori. Ma quelli che amano essere liberi sanno che esiste solo un modo di governare, e la vita è ingovernabile, come i fiumi che cambiano i propri percorsi, come gli animali che attaccano i propri domatori, come le persone che non si “vendono” al lavoro schiavista della società occidentale. Perciò, la democrazia è un’ideale incompatibile con quelli che non permettono di essere governati.

I suoi assiomi, i diritti, sono strumenti di colonizzazione e una forma di umanitarismo che ancora distingue gli essere umani in prima, seconda, terza e altre categorie. Può qualcuno argomentare questo?

Le loro punizioni, le leggi, sono catene che alcuni amano, ma che puniscono e marchiano quelli che avendo fame rubano, invece di mendicare.

Negoziare con questo mondo è impossibile, la nostra rapporto con esso può essere solo antagonista[2].

Loro cercano di dominare, e noi non possiamo smettere di lottare contro di questo, senza tregua. In questa istintiva tendenza alla libertà senza regole e ordini, ci riconosciamo nel caos dell’anarchia.

La ricerca dell’anarchia è di per sé una sfida al potere. Tutte le prospettive dell’anarchia mirano a smantellare le istituzioni di potere. Ci possono essere tra di noi dei disaccordi su come realizzare ciò, ma ogni anarchico desidera vedere gli Stati, le corporazioni, le loro istituzioni e valori in rovine. Crediamo che su questo non ci sbagliamo. In questo modo desiderare l’anarchia nella democrazia è già di per sé un crimine.

Non trovandosi nel codice penale, l’anarchismo e l’affinità con esso, non sono effettivamente dei reati. Questo ci concede un margine di azione, lasciandoci più spazio ad identificarci con esso. Ma la corda di questa libertà non è molto lunga.

La chiave che svela il mistero. Piante esotiche e agitazione anarchica.

L’idea che esseri alieni portano il “male” è un vecchio meccanismo di controllo e repressione. Su questo continente sono arrivati molti compagni anarchici dall’Europa, espulsi o in fuga. Qui sono stati scoperti e catalogati come piante esotiche [nota del traduttore in inglese: letteralmente così il governo chiamava i primi anarchici che “apparvero” sul territorio brasiliano intorno al 1890], portatori di idee e azioni pericolose.

Nell’ultimo decennio del XIX secolo, i padroni del potere avevano già espulso gli anarchici considerati nocivi alla “pace sociale”. Cioè, esseri indomabili, bestie che non si sottomettono a leggi e ordini che garantiscono lo sfruttamento. Ricordiamo Giuseppe Gallini che assieme ad altri compagni agitatori viene arrestato ed espulso dalla città di São Paulo. Ricordiamo anche José Saul, espulso dalla città di Pelotas per essere un anarchico agitatore. Altri compagni anarchici hanno avuto lo stesso destino.

Nel 1907, in risposta alle crescenti agitazioni sociali (rivolte, scioperi, organizzazioni autonome dei lavoratori) e alla crescente presenza anarchica, il governo brasiliano inasprì la sua politica di espulsioni contro gli indesiderabili. Poi viene fatta la “legge Adolpho Gordo” [n.d.t. in ingl.: A. Gordo fu il nome del senatore che ideò questa legge, che mirava principalmente ad espellere ogni “straniero che per qualunque motivo compromette la sicurezza nazionale o la quiete pubblica, su una parte o su tutto il territorio nazionale”], che confezionò una nuova fantasia legale per le danze repressive.

Quando i governanti, giudici e sbirri dicono, dall’Ottocento fino ad oggi, che gli anarchici sono “piante esotiche”, favoriscono sentimenti di xenofobia, costruendo anche l’immagine di una presunta “passività” nativa.

Le politiche di espulsione e di rifiuto contro i portatori della “teoria del caos”[3] sono state e continuano ad essere un meccanismo per disperdere gli incontri combattivi. In base a questo, l’agitazione anarchica sarebbe esotica e potrebbe essere estirpata buttandola fuori dal Giardino.

Una cosa è sicura, gli anarchici sono arrivati con le navi e continuano ad arrivare per vari sentieri; eppure, l’impulso anarchico e la lotta contro il dominio[4] erano presenti in queste terre da tempi immemorabili. Il desiderio di libertà non ha epoche, patrie o frontiere, e come anarchici non riconosciamo la divisione del mondo in paesi, in Stati. La debolezza che avremmo immaginando il mondo diviso da linee artificiali ci fa star male, senza la capacità di riconoscere la terra con i suoi propri confini mutabili, montagne, fiumi, foreste, gole.

Quindi, non riconosciamo che i nostri compagni appartengono ad un altro paese, siamo anarchici e compagni per l’affinità che possediamo in opposizione al controllo e dominio. Non abbiamo patrie o bandiere, e siamo lontano da essere guidati da sentimenti nazionali che possono solo flirtale con il fascismo. Il mondo è nostro perché noi siamo con lui, e dalla terra che abitiamo proviamo solo disgusto verso il progresso.

Inoltre, le azioni realizzate nelle “Cronologias da Confrontação Anárquica”[5] non sono affatto aliene o disorientate dall’attuale contesto sul territorio controllato dallo Stato brasiliano, come possiamo vedere.

I partiti politici come PSDB [Social-democratici], PSB [Partito Socialista], PSD [Social-democratici], DEM [Democratici] hanno ricevuto visite di anarchici[6]. L’agribusiness, che devasta terre e persone, attaccato col fuoco contro la banca Bradesco, la distruzioni delle piantine di eucalipto, come anche le barricate incendiate e i blocchi stradali nel territorio in lotta contro la civiltà.

Anche la militarizzazione della vita è stata chiaramente respinta con l’attacco del graffiti-gruppo “Galera do Pixo do Triangulo CAV do Terror” contro il monumento che elogia la guerra negli archi della Redenzione, con la parziale distruzione del monumento al Battaglione di Suez/ONU, nonni di quelli che oggi hanno militarizzato Haiti, realizzato dal “Gruppo di Ostilità Contro il Dominio”, e con l’attacco dei “Vândalos Selvagens Antiautoritários” che hanno contribuito alla rimozione del carro armato esposto come monumento nel viale Ipiranga.

Alcune di queste azioni sono state, secondo noi, incomprensibili alla logica di competizione del potere. Erano azioni che né chiedevano né esigevano qualcosa. Hanno semplicemente attaccato il dominio. Fino all’apparizione della chiave che ha svelato il mistero (secondo il telegiornale Fantastico), come le “Cronologias da Confrontação Anárquica” e la pubblicazione di “Welome to Hell”.

Maledetta letteratura anarchica!

I libri nel mirino degli sbirri, a parte diffondere l’idea, parlano di azioni reali. Raccolgono e presentano varie peripezie e audacia di alcuni indomabili. Varie bande che si sono scontrate con ciò che li opprimeva. Libri che un amante di controllo e sottomissione non vorrebbe mai vedere diffusi. Questo è il motivo per cui questi libri ripugnano le autorità, ma anche perché sono libri con alta consistenza di non sottomissione.

Camminando per il sentiero anarchico, abbiamo imparato da vari esempi di questo tipo di persecuzione letteraria nelle democrazie, che scrivere sullo scontro è considerato un affronto al potere. La pubblicazione di Gioia Armata di Alfredo Maria Bonanno ha portato al suo arresto in Italia, e anni dopo la sua pubblicazione e stampa hanno rappresentato una della “prove” nelle accuse contro il compagno anarchico Spyros Mandylas dello spazio occupato Nadyr in Grecia. Sullo stesso continente, in Spagna, il libro “Contro la democrazia” è stato utilizzato come prova di una presunta partecipazione in un’organizzazione catalogata come terrorista dallo Stato spagnolo, che portò a varie perquisizioni, arresti e operazioni contro i compagni, che ci ha permesso di unire le nostre forze, per avvicinarci a loro e per ottenere più forza nella ricerca della libertà e nella certezza di trovarci sul piano antagonistico della vita; da una parte quelli che amano la libertà, e dall’altra quelli che sono capaci di rinchiudere, isolare e controllare le ore per vedere il sole e forme di contatto.

Ieri come oggi, la ricerca dell’anarchia impressa con parole su carta possiede una sua propria forza di diffusione e ispirazione. Panico per le autorità di turno che reagiscono con assalti, perquisizioni e sequestri.

Nel 1969 a Rio de Janeiro l’esercito ha attaccato e distrutto lo spazio di agitazione anarchica, il CEPJO (Centro de Estudos Professor José Oiticica) [n.d.t. in ingl.: famoso anarchico del XX secolo vissuto nel territorio dominato dallo Stato spagnolo], e inoltre saccheggiato la vasta biblioteca in casa dell’anarchico Ideal Perez. Hanno anche rubato gli scritti originari per il libro “Nacionalismo e Cultura”, che stava per essere pubblicato dall’anarchico Edgar Rodrigues, il quale per recuperarli ha dovuto acquistarli dagli agenti della repressione.

Nel 1973 a Porto Alegre, il DOPS (Departamento de Ordem Político e Social) [n.d.t. in ingl.: maggior organismo di repressione dell’opposizione al regime militare], guidato da commissario Pedro Seelig, ha invaso la Gráfica Trevo, tipografia gestita da anarchici che oltre materiale commerciale, stampavano anche giornali anarchici che circolavano in quel periodo: “O Protesto”, venduto nelle edicole di Porto Allegre, il giornale “Delbar”, pubblicato dall’anarchico Pedro Catalo, diffuso a São Paulo. Stampavano anche libri pubblicati dalla propria distro chiamata Proa [prua]. In quell’occasione, l’attacco di polizia aveva distrutto quasi l’intera stampa del libro “O futuro pertence ao socialismo libertário” e confiscato copie di future pubblicazioni. Durante questa tempesta, case sono state distrutte e vite sadicamente aggredite.

Maledetti sono i nostri libri, giornali, scritti. Maledetti noi che possediamo coraggio e audacia di scriverli, pubblicarli, tradurli, stamparli, diffonderli.

Lo Stato, la polizia, la democrazia… Non hanno bisogno di prove per accusare gli anarchici.

E’ ben risaputo che per accusare gli anarchici non c’è bisogno di prove. I libri erano l’unico filo che erano capaci di seguire per prendere di mira alcune persone la cui agitazione e propaganda li disturbava.

Senza prove, ma non senza giustificazioni, sì, la reazione di potere possiede la propria giustificazione. E questa giustificazione è paradossalmente il nostro più grande sorriso. Sapere che alcune bande anarchiche hanno colpito il potere può solo valorizzare le nostre posizioni, dato che manifestano antagonismo. Se ci consideriamo anarchici è perché non accettiamo l’autorità nella nostre vite o sulla terra, perciò l’antagonismo all’ordine dominante è l’indicatore fondamentale di trovarsi sul percorso che stiamo dicendo di seguire.

L’Operazione Érebo “cerca di affrontare gli autori di attacchi”, cioè perseguitare le azioni, ma sembra si tratti di una caccia a idee. Cacciando il naso nella letteratura acrata e prendendo campioni di varie tendenze anarchiche. Confondendo la propaganda scritta con la propaganda con fatti.

La propaganda scritta esprime qualcosa che pare loro vogliono tenere segreto: il potere può essere sconfitto da anarchici.

A noi è chiaro perché vengono perseguitate le posizioni anti-autoritarie, perché banche, macchine e chiese non sono state bruciate da piromani, ma dall’attivo e combattivo rifiuto della mercificazione della vita, del controllo e delle punizioni. E quando parliamo di questo, non è un lamento, ma un urlo di gioa. E’ qui che le idee e le affinità hanno “peso”. Siamo vari, tutti, nel mirino della repressioni. Poi, nella tempesta, nell’occhio del ciclone, o flirtiamo con la passività sistemica per riformare leggi e diritti, o diventiamo più rumorosi gridando VIVA L’ANARCHIA contro tutte le forme di potere.

Luce, camera, azione. Spettacolo mediatico.

La televisione possiede una forza schiacciante in Bra$ile. Essa rappresenta un riferimento nella vita di persone per comprendere quello che le circonda, per creare priorità, per avere delle posizioni. Non è esagerazione dire che la TV addestra le persone, manipola le vite, apertamente realizza esperienze nei comportamenti di persone partendo da stimoli che emettono le sue onde, attraverso notizie di propaganda e telenovelle.

Quando parliamo di TV, ci riferiamo anche ai loro giornali stampati, facce dello stesso corpo, come Zero Hora-RBS.TV/Globo7. Questo, accanto al Correio do Povo e SBT[8], fa regolarmente lega con la polizia durante la vendetta del potere contro gli anarchici.

Se la TV rappresenta il controllo remoto per i cittadini per sapere chi sono i “nuovi nemici della pace sociale”… per i suoi nemici, cioè per noi anarchici, lo spettacolo pretende di essere la ventola che diffonde la paura. Stupidamente creando scene con il tipo incappucciato che legge la “Cronologia” o con bottiglie di plastica presentate come molotov, e con la polizia che sfonda le porte gridando “polizia!”, vogliono mandare un messaggio di persecuzione, vogliono provocare la paura nel nostro gruppo, e durante l’indagine che pretendono essere “top secret” diffamano ed espongono i “sospetti”.

E’ un linciaggio mediatico e certamente per coloro che non cercano il dialogo con l’ordine sociale questo ha un peso. Abbondano i commenti che si sommano al linciaggio che chiede fotografie di sospetti o si lamenta per svincolare le proprie vite da qualcosa che una volta è stato dipinto come il “male” e perciò deve essere bandito e buttato via per non inquinare le loro impeccabili vite da cittadini.

Gli analisti politici e giuristi hanno donato un tocco illustrativo alla diffusione della paura “fondata”. Possono gli anarchici essere processati con legge anti-terrorismo? Questo era il dibattito presentato da loro nella trasmissione. Inoltre, accanto alle utile lezioni date sul tema nella trasmissione Fantástico, hanno dimostrato che assieme alle forze repressive, anche i saggi della società collaborano alla creazione della nuova paura sociale. Non si tratta più di una nota di polizia, adesso è una questione sociale, legale, politica, filosofica.

Lo scopo di questa favola può essere maggiore, la paura può mettere a tacere tutti i tipi di dissenso. Perciò, lo spettacolo serve a calmare le possibili proteste e gli anticonformismi contro il modo genocida di governare la democrazia.

Sappiamo che gli anarchici e le persone fuori dalla civiltà e gli emarginati possiedono un antagonismo che rimane dopo lo spettacolo. Ma forse gli altri dissidenti si sono affrettati a riciclarsi come cittadini obbedienti? La paura è forse penetrata fino alle ossa di coloro che si considerano ribelli?

Non tra di noi. Questo testo, come anche altre espressioni, sembrano affermare il rifiuto del dominio e non lasciarci abbattere dalla paura.

Lo spettacolo vende e compra. Esso compra l’ipotesi all’asta di polizia “Operazione Érebo”. E vende. Sappiamo che le notizie hanno uno scopo, vengono elaborate e recitate sul palco del dominio, per scopi specifici. Ovviamente, loro ci diranno che sono imparziali, portatori di giusta visione dei fatti, della verità.

Non esistono media di “libera espressione”. Il legame tra i media, la polizia e la giustizia è così profondo da punire ognuno che non danza al ritmo della loro musica.

Anarchici.

Novembre 2017.

Nostri saluti a coloro che non lasciano passare il vento senza il soffio di solidarietà:

A quelli esseri che hanno fatto la manifestazione di solidarietà sulla grande isola del Pacifico.

Ai compagni che inviano solidarietà dalla cordigliera delle Ande.

Ai compagni che inviano poesie agli accusati da Rebelion De las

Palabras.

A tutti quelli che non sono rimasti fermi.

Tutte queste azioni si sono fatte sentire.

[1] Ci distanziamo dall’idea che il potere è buono o cattivo a seconda di chi lo esercita. Brindiamo con Bakunin “Ogni potere è corrotto”.

[2] Utilizziamo la parola antagonismo per esprimere l’incompatibilità dell’anarchia con il potere e il dominio.

[3] Parole del commissario Jardim al notiziario della mattina 25 ottobre 2017, cercando di definire gli anarchici indagati.

[4] Prendiamo come riferimento le posizioni contro il dominio da alcune rivendicazione di attacchi che hanno detonato “L’Operazione Érebo”. La lotta contro il dominio, secondo queste azioni, non è un antagonismo che dà priorità ad una linea (classe, razza, genere, difesa della terra), ma un antagonismo in conflitto con tutto questo e oltre, contro le forme sottili e complesse di controllo e dominio.

[5] “Cronologias da Confrontação Anárquica” sono due dei tre libri nel mirino dell’Operazione Érebo.

[6] Secondo le “Cronologias da Confrontação Anárquica”, azioni di attacchi rivendicati come quelli non rivendicati (conosciuti solo da notiziari) possiedono il principio anarchico se agiscono in antagonismo con le istituzioni di controllo e dominio. I partiti, in questo caso, sono i maggiori contendenti per governare, controllare e dominare la popolazione e il territorio.

[8] Nella mattina del 25/10/2017, il giornalista di SBT, Thiago Zahreddine, ha presentato l’aberrante miscuglio di anarchici indagati come neo-nazi, aggiungendo: “Si definiscono come vandali dell’ideologia neo-nazista per contrastare ogni tipo di autorità”. Data la ricettività delle persone a quello che la TV dice, l’aberrazione va oltre la stupidità del giornalista.

Cile: Parole dei prigionieri anarchici Enrique Guzman, Nataly Casanova e Juan Flores (11/2017)

via ANARHIJA

Queste parole nascono e volano dalle celle del carcere di San Miguel, dell’unità speciale di alta sicurezza e dell’Ex Penitenciaria, per salutare quella complicità che ci esprimono i compagni che organizzano e danno vita al Convegno di Tatuaggi e Arte Corporale Solidarietà A Fior di Pelle…

Con queste parole nate dentro queste centri di tortura vogliamo salutare in maniera fraterna e complice coloro che con creatività ribelle e subordinata organizzano e partecipano a questa iniziativa anti-carceraria… Iniziativa solidale con chi sente quotidianamente il sapore amore del carcere, la rabbia, l’impotenza e l’indignazione per non poter materializzare la guerra perché circondati da sbarre, telecamere e guardie…

In tal senso condividiamo la stessa rabbia, l’impotenza e indignazione contro i bastardi che costituiscono e perpetuano questa società, che detengono le nostre vite e le vite dei nostri fratelli… e per questo il nostro rispetto e affetto fraterno va a quelle menti consapevoli che non lasciano spazio all’immobilismo e all’indifferenza…

Sono trascorsi circa 7 mesi e mezzo da quando ci siamo trovati alla mercé dei secondini, controlli e trasferimenti quotidiani verso i tribunali dello Stato cileno, che giudicano la nostra necessità di combattere il Dominio. Il processo che discute la nostra partecipazione nelle bombe esplose contro il 39° e 1° Commissariato di Santiago, e contro la scuola militare di Subcentro (fatti rivendicati dai compagni della Cospirazione delle Cellule di Fuoco e dai compagni della Cospirazione Internazionale per la Vendetta) entra adesso nella sua fase conclusiva, dopo l’arsenale giuridico e della procura, e l’entrata di più di 150 testi, 80 periti, 230 documenti e 640 prove di perizia, questo lunedì verranno discussi i giorni di pausa (che non possono essere più di 4) per preparare le argomentazioni di chiusura…

Con un cenno complice con i compagni nelle carceri di Korydallos (Grecia) e di Ferrara (Italia), e con l’immensità di fratelli presi e caduti in questa guerra, salutiamo con piacevole sapore dell’affetto solidario che ci viene espresso ancora una volta!!!

Nataly Casanova (Carcere di San Miguel)

Enrique Guzmán (Massima Sicurezza/Carcere di Alta Sicurezza)

Juan Flores (Ex Penitenciaria)

Cile: Verso la fine del processo contro i prigionieri anarchici Enrique Guzman, Nataly Casanova e Juan Flores (11/2017)

via ANARHIJA

Si prevede che il maxi-processo iniziato in base alla legge antiterrorismo per gli attacchi contro il Subcentro, il metro Los Dominicos e i due commissariati di Santiago si concluderà nelle ultime due settimane di novembre.

Il cosiddetto Caso Bombas 2, iniziato ormai da più di due anni fa contro i compagni Enrique Guzman, Nataly Casanova e Juan Flores, dopo circa 7 mesi di processo in base alla legge antiterrorismo si sta finalmente concludendo in questi giorni. Dopo le argomentazioni di chiusura è previsto il verdetto, quando la corte orale e penale deciderà l’innocenza o la colpevolezza secondo i delitti, per poi – in caso di essere proclamati colpevoli – pronuncierà la sentenza.

E’ necessario ricordare che dopo il verdetto sia la difesa che l’accusa possono ricorrere in appello contro la decisione, quindi se questo è un giro di vite dell’ingranaggio giudiziario contro i compagni, non è l’ultimo.

Ricordiamo le accuse, e le condanne richieste contro Enrique, Nataly e Juan:

— Enrique Guzman: accusato di fabbricazione dell’ordigno esplosivo usato nel 1° Commissariato di Santiago Centro. In base alla legge antiterrorismo, l’accusa chiede 10 anni di carcere.

— Nataly Casanova: accusata di fabbricazione dell’ordigno esplosivo usato nel 1° Commissariato di Santiago Centro, di collocazione dell’ordigno esplosivo nel treno della metro in Los Dominicos, di possesso del materiale per fabbricare materiale esplosivo. In base alla legge antiterrorismo, l’accusa chiede 20 anni di carcere.

— Juan Flores: accusato di collocazione dell’ordigno esplosivo usato nel 1° Commissariato di Santiago Centro, di collocazione dell’ordigno esplosivo nel treno della metro in Los Dominicos, di collocazione dell’ordigno esplosivo al Subcentro. In base alla legge antiterrorismo, l’accusa chiede l’ergastolo.

Solidarietà combattiva di fronte all’inquisizione democratica!