VALPARAISO: UPDATES ON THE CASE “MAY 21”

via PUBLICACION REFRACTARIO

translation tormentas de fogo

On June 26, 2018, Francisco Hermosilla, Mario Fuentes Melo and Valeria Echeverría decided again on the life of other people. The three miserable judges of the IV Oral Criminal Court of Valparaíso, at the top of their podium, fulfilled their role as gears of the juridical-prisonal system.

This time they have decided to issue a verdict condemning 6 comrades accused of participating in the May 21 riots in 2016, in which the municipal guard Eduardo Lara died asphyxiated in a nearby pharmacy, due to the smoke generated by the fire.

The nauseating judiciary considered the 6 comrades guilty for the following offenses:

Miguel Ángel Varela Veas: Author of the arson that resulted in death + possession of molotov bomb.

Felipe Ríos Henríquez: Author of arson resulting in death.

Constanza Gutiérrez Salinas: Co-author of arson resulting in death.

Hugo Barraza Araya: Co-author of arson resulting in death.

Nicolás Bayer Monnard: Co-author of arson resulting in death.

Rodrigo Araya Villalobos: Co-author of arson resulting in death.

The prosecutor in the case “May 21”, or prosecutor Cristián Andrade, who requested sentences of 15 to 25 years, celebrated that the court accepted his thesis: “There is a conformity in having recognized that the death of Eduardo Lara was product of the arson”

Let’s remember that all 6 comrades remained on the streets subjected to several measures (forum signatures, identification and, in some cases, house arrest), but at today’s hearing the prosecution requested their detention, which was rejected by the court.

The comrades Hugo, Constanza, Nicolás and Rodrigo Araya attended the audience, while comrades Miguel and Felipe refused to come, resulting in an arrest warrant against both.

The sentence, in which follows the years of the comrade’s condemnation, will be read on court on July 7 at 10:00 am, by now the defense may appeal the nullity of the judgment.

We observed again today an evident legal revenge exerted during a political process. No matter the disjointed images shown by the police, the lack of any hydrocarbon test or even ANI reports speculating about someone responsible. Today the judicial report states the 6 comrades direct relation in the riots of May 21, participation in the arson attack on a pharmacy following death by suffocation of a municipal worker locked up by his bosses, who were several floors above. There is a total confusion in order of maintaining the state’s on top of reason.

This sentence is an attack against the street struggle and its expressions overflowed in the demonstrations, trying to show up someone responsible to satisfy the wishes of revenge of the Valparaiso’s municipality. Today as yesterday neither silence nor passivity are tactics to face legal lynching.

ACTIVE AND INSURRECTIONIST SOLIDARITY WITH ALL 6 COMRADES!!!

ACCOMPANY, SUPPORT AND OPEN ROUTES FOR COMRADES MIGUEL AND FELIPE!!!

“The 6 comrades are an active part of the social movement against extractivism in their respective territories, especially in the regional struggle against the mega colonizing project for the devastation of nature, known by its initials: IIRSA

In the context of the social protest carried by various organizations on May 21, 2016, while the annual public account was taking place in the national congress, thousands of people gathered to demonstrate their unsatisfaction with neoliberal public policies. In this scenario, there were several clashes with the police, where individuals and collectives attacked symbols of capitalism, consumption and exploitation. Among the affected buildings there is the arson against a pharmacy, located in a building whose upper floors housed municipal offices. Unfortunately, in this incident where the fire spread throughout the structure, a municipal worker died under questionable working conditions; he was inside the damaged property. The day ended without detention in relation to this specific fact

After 3 months of this tragic event, through various spectacles in the cities of the fourth and fifth region, in which during all time had the presence of a press team of channel 13, 6 comrades are detained. They rescheduled the court date and due to lack of evidence by the prosecution, the required preventive measure of pre-trial detention was not obtained. The investigation was then postponed to happen within 6 months; However, during the trial and without no new evidence, the precautionary measure for one of the accused persons was changed to house arrest.

The IIRSA megaproject was rejected by most of social organizations that inhabit the affected territories. It has become a common theme for various sectors and organizations to discuss, along with a wide range of groups, in which the 6 persecuted comrades participate, leading forums and other information activities to disseminate this problem. We denounce that these activities related to the defense of lands and territories have been constantly monitored by the police and the intelligence services: through recordings, identity control and other techniques of harassment. The Federal Public Prosecutor’s Office included in the investigation file and, among the alleged evidence, audiovisual material recorded in activities organized around this subject held before and after the event investigated. This situation evidences a political persecution which was previously articulated, that intends to criminalize and punish ideas and groups of friends and relatives. A persecution that seeks to stop and repress the articulation of the genuine and necessary protest against extractive projects, which attack nature and life itself. We also denounce it as a flawed process, full of irregularities and obviously influenced by political reasons.”

 

VALPARAISO: ATUALIZAÇÕES SOBRE O CASO “21 DE MAIO”

 

via PUBLICACION REFRACTARIO

tradução tormentas de fogo

26/06/2018

“Declaram culpadxs xs 6 companheirxs processadxs pelo caso 21 de mayo + veredito”

No dia 26 de junho de 2018, Francisco Hermosilla, Mario Fuentes Melo e Valeria Echeverría decidiram novamente sobre a vida das pessoas. Os três juízes miseráveis do IV Tribunal Penal Oral de Valparaíso, no alto do seu pódio cumpriram seu papel de engrenagens do sistema jurídico-prisional.

Desta vez decidiram emitir um veredito condenatório contra 6 compas acusadxs de participar dos distúrbios de 21 de maio em 2016, no qual o guarda municipal Eduardo Lara morreu asfixiado em uma farmácia nas imediações, por conta da fumaça gerada pelo incêndio.

O nauseante poder judiciário considerou xs compas culpadxs pelos seguintes delitos:

Miguel Ángel Varela Veas: Autor do crime de incêndio que resultou em morte + porte de bomba molotov.

Felipe Ríos Henríquez: Autor do crime de incêndio resultando em morte.

Constanza Gutiérrez Salinas: Coautora do crime de incêndio resultando em morte.

Hugo Barraza Araya: Co-autor do crime de incêndio resultando em morte.

Nicolás Bayer Monnard: Co-autor do crime de incêndio resultando em morte.

Rodrigo Araya Villalobos: Co-autor do crime de incêndio resultando em morte.

O perseguidor do caso “21 de maio”, ou promotor Cristián Andrade, que solicitou sentenças de 15 a 25 anos, comemorou que o tribunal aceitou sua tese: “Existe uma conformidade em haver reconhecido que a morte de Eduardo Lara foi produto do incêndio”.

Lembre-se que xs 6 companheirxs permaneceram nas ruas sujeitxs a várias medidas cautelares (assinaturas no fórum, canseiras e, em alguns casos, prisão domiciliar), mas na audiência de hoje a acusação solicitou prisão preventiva enquanto aguardava a condenação, rejeitada pelo tribunal.

Assistiram à audiência Hugo, Constanza, Nicolás e Rodrigo Araya, enquanto os companheiros Miguel e Felipe se recusaram a vir, resultando numa ordem de prisão contra ambos.

A sentença, onde o tribunal decretará os anos da condenação dxs compas, será lida no dia 7 de julho às 10: 00hrs, desde então a defesa poderá recorrer da nulidade do julgamento.

Hoje, novamente, observamos uma evidente vingança jurídica exercida durante um processo político. Não importam as imagens desconexas mostradas pela polícia, a falta de qualquer teste de hidrocarboneto ou até mesmo os relatórios da ANI especulando sobre alguém responsável. Hoje o laudo judicial afirma como relação direta a participação nos tumultos de 21 de maio, o ataque incendiário a uma farmácia com a morte por sufocamento de um trabalhador municipal trancado por seus patrões, que estavam vários andares acima. A confusão é completa em função de manter a razão do Estado.

Esta sentença é um ataque à luta rueira e às expressões transbordadas nas manifestações, procurando mostrar alguns responsáveis para satisfazer os desejos de vingança do município de Valparaíso. Hoje como ontem nem o silêncio, nem a passividade são táticas para enfrentar o linchamento legal.

SOLIDARIEDADE ATIVA E INSURRECTA COM XS COMPAS CONDENADXS!!!

ACOMPANHAR, APOIAR E ABRIR CAMINHOS PARA XS COMPAS MIGUEL E FELIPE!!!

“Xs 6 indiciadxs são parte ativa do movimento social contra o extrativismo em seus respectivos territórios, principalmente na luta regional contra o mega projeto colonizador de devastação da natureza, conhecido por suas iniciais: IIRSA

No contexto do protesto social convocado por diversas organizações no dia 21 de maio de 2016, enquanto acontecia a conta pública anual no congresso nacional, milhares de pessoas se reuniram para demonstrar sua insatisfação com as políticas públicas neoliberais. Nesse cenário, houve vários confrontos com a polícia, onde individualidades e coletividades atacaram símbolos do capitalismo, do consumo e da exploração. Dentro dos edifícios afetados está o incêndio de uma farmácia, localizada em um prédio cujos andares superiores abrigavam escritórios municipais. Infelizmente, neste incidente em que o fogo se espalhou por toda a estrutura, um trabalhador municipal morreu sob condições de trabalho questionáveis; ele estava dentro da propriedade danificada. O dia terminou sem detenções em relação a esse fato específico.

Depois de 3 meses do trágico evento, através de espetacularizações nas cidades da quarta e quinta região, que ainda tiveram, em todos os momentos, a presença de uma equipe de imprensa do canal 13, 6 compas são presxs. Elxs são enquadradxs no dia seguinte e em função da falta de evidências por parte promotoria, a medida preventiva requerida de prisão preventiva não é obtida. A investigação é postergada num prazo de 6 meses; No entanto, durante o processo e sem novas evidências, a medida de precaução para uma das pessoas acusadas é alterada para prisão domiciliar.

O megaprojeto da IIRSA foi rejeitad por grande parte das organizações sociais que habitam os territórios afetados. Tornou-se um tema transversal para vários setores e organizações, juntamente a uma grande variedade de grupos, nos quais xs acusadxs participam, levando adiante fóruns e outras atividades informativas para disseminar esse problema. Denunciamos que essas atividades relacionadas à defesa de terras e territórios têm sido constantemente monitoradas pela polícia e pelos serviços de inteligência: por meio de gravações, controle de identidades e outras técnicas de assédio. O Ministério Público Federal incorporou à pasta de investigação e, entre as alegadas evidências, material audiovisual registrado em atividades organizadas em torno deste assunto realizadas antes e após o evento investigado. Essa situação evidencia uma perseguição política, previamente articulada, que pretende criminalizar e punir idéias e grupos de amigxs e afines. Perseguição que busca deter e reprimir a articulação do genuíno e necessário protesto contra os projetos extrativistas, que atentam contra a natureza e a própria vida. Denunciamos também um processo falho, cheio de irregularidades e influenciado, obviamente, por razões políticas.”

França: A batalha da Floresta de Bure – Buscas e apreensões domiciliares, detenções e custódias

via BURE WILL BE THEIR DOWNFALL

tradução tormentas de fogo

França: A batalha da Floresta de Bure – Buscas e apreensões domiciliares, detenções e custódias

Hoje, quarta-feira, 20 de junho de 2018, a luta contra o projeto cigeo foi atingida por uma onda de incursões policiais. Às 7 da manhã, a Casa da Resistência em Bure foi vasculhada. Neste momento, as buscas ainda estão em andamento. 8 casas e espaços coletivos foram simultaneamente revistados. Em todos esses lugares, as razões para as incurseõs não foram explicadas. Em muitos casos não houve apresentação de um mandado. De acordo com um comunicado de imprensa da AFP (France Presse), que retoma as declarações do procurador Glady, as incursões estão ligadas a “três casos de 2017”. As últimas incursões, ainda em setembro, já aconteceram sob esse pretexto. Até agora, pelo menos oito pessoas foram detidas após terem sido sujeitadas. Um procedimento de busca excepcional foi usado contra um advogado para permitir sua prisão. A operação policial continua e suspeitamos que o resultado do dia ainda piorará.

Queremos sublinhar que os incidentes de hoje são o clímax de uma semana de repressão intensificada. A ocupação militar visa especificamente enfraquecer nossa capacidade de se reunir e, de modo geral, a nossa vida diária no território. Durante esta semana, tem havido uma presença militar ainda maior em torno das aldeias de Mandres-en-Barrois e Bure, do que já acontecia desde o despejo da floresta, acompanhado de patrulhas de carro e uma maior quantidade de controles de identificação que incluíam levar pessoas para identificação na delegacia. Durante o dia da mobilização e no fim de semana de 16/17 de junho, ocorreram pelo menos 19 detenções.

Nesta segunda-feira três pessoas receberam sentenças pesadas relacionadas à manifestação do dia 16 e duas delas atualmente estão na prisão. Desde o começo da semana, seis pessoas foram presas em Bure e nos arredores. Essa ameaça de ser presx é permanente e os desdobramentos são enormes (centenas de policiais militares – gendarmes, viaturas, cavalria, drones, aviões de pequeno porte, câmeras de todos os tipos). Apesar dessa grande operação estatal que visa nos intimidar, continuamos a ser determinados em nossa luta contra o projeto CIGEO [NOTA DE TRADUÇÃO: Cigéo (Centro Industrial de Armazenamento Geológico) é o projeto francês de um centro para o descarte de resíduos radioativos], contra a ANDRA [NOTA DE TRADUÇÃO: Agência Nacional pela Gestão de Resíduos Radioativos] e seu mundo. Nós convocamos amplamente reuniões hoje às 6 da tarde, em frente a prefeituras, embaixadas ou consulados em toda a França e no mundo, a fim de mostrar solidariedade a essa luta, com as pessoas atualmente sob custódia ou presas.

ATENAS, GRÉCIA: GREEN NEMESIS – TERCEIRO ATO

Informe anônimo:

Em 28 de outubro, fizemos um duplo golpe na área de Zografou (atenas), queimando um caminhão refrigerado para o transporte de carne, usando um dispositivo incendiário. Nós também atacamos o carro de um caçador espalhando gasolina em seu interior. Também nos responsabilizamos pelo terceiro e imediato ato. Atacamos indiscriminadamente o que contribui para o encarceramento, abuso e miséria dos animais. Quer seja uma vitrine de cosméticos ou um açougueiro, etc.

ANTROPOCENTRISMO

Pessoas de idade mais avançada usavam os animais para seu benefício próprio. Com o desenvolvimento da tecnologia e seus meios, a exploração de animais cresceu, enquanto o valor da vida foi deteriorado. O antropocentrismo é responsável por levar milhões de animais à morte para se tornar alimento, e não apenas. Existem vários ramos da indústria e do mercado que realizam experimentos em animais. Além de que as pessoas ainda usam animais para seu próprio entretenimento.

A atitude da espécie humana fez com que esta pensasse ser mais importante que a natureza e qualquer outro animal, constantemente examinando maneiras de como lucrar com a destruição, a pilhagem, a domesticação e a morte de animais e terras. Nesse sistema de valores, os animais, na melhor das hipóteses, são objetos de uso e prazer, no sentido de que os seres humanos têm controle total dos quais como se fossem sua propriedade privada. É por isso que não nos surpreendemos quando os cidadãos, a mídia e a sociedade em geral ficam indignados ao ver um açougue vandalizado ou um veículo de transporte de carga queimado, cujo dono pratica caça, enquanto essas mesmas pessoas aplaudem festas e celebrações onde animais são sistematicamente torturados, humilhados e mortos, seja por diversão, seja simlesmente por “tradições”. Seguindo a mesma lógica, todas essas pessoas não se importam que a comida que enche as geladeiras e prateleiras dos supermercados venha de um interminável martírio de animais aprisionados em fazendas e fábricas, animais que estão sendo alimentados com antibióticos e outras drogas, crescendo em péssimas condições para que atinjam um peso e tamanho desejados durante um período mínimo de tempo. Todos nós vêmos animais de estimação sendo vendidos em lojas simplesmente para atender às necessidades de algumas pessoas, para fazê-las sentir que os animais as pertencem, ou para agradar o desejo impulsivo, os criando como bebês para que eles preenchem o vazio de sua inexistência e solidão. Nós também não vemos nenhuma dessas pessoas saindo de si quando outras estão envenenando, batendo, esfaqueando, matando e torturando cães e gatos “vira-latas”. Por isso, e por muitas outras razões, ainda escolhemos atacar os responsáveis e revidar um pouco, não só queimando suas propriedades e estruturas, sabotando bens de consumo e fluxo comercial, mas também, e por que não?, atacando-os também.

VEGANISMO E ANARQUIA

O veganismo em si é reformismo e não se trata de libertar animais ou causar dano a qualquer indústria. O antispecismo, em nossa opinião, compõe uma parte mais geral da anarquia e do antifascismo que, no país em que vivemos e agimos, não é muito compreensível. Todas as pessoas que respeitam a vida e a liberdade sabem muito bem o que precisa ser feito e é por isso que não estamos aqui para apontar o dedo em ninguém. É uma escolha pessoal e nada mais. Agora, o veganismo evoluiu através da indústria moderna para uma cultura de estilo de vida altamente pacifista que supostamente libera a consciência embora apenas legitime o dano econômico. Milhões de animais permanecem nas gaiolas esperando pela morte, na melhor das hipóteses, em indústrias e fazendas que usam táticas nazistas como em Auschwitz. Tudo isso é simplesmente uma teoria e, quando uma teoria não pode entrar em prática, nada mais é do que uma “filosofia”. Com o projeto Green Nemesis, alvejamos produtos de origem animal ou comercializados por empresas que exploram animais durante sua produção, sendo ainda mais um critério o fato de compor o cardápio para a seia de natal. Através desta ação, não temos a ilusão de que vamos fechar as empresas ou parar o sofrimento dos animais, mas queríamos fazer uma pequena perda financeira para as empresas gigantes.

A LUTA POR LIBERAÇÃO TOTAL NÃO É CLASSISTA

A usurpação e exploração de animais não só é apoiada apenas pela indústria e pelo capitalismo, mas também por pessoas comuns de todas as classes sociais – pobres, trabalhadores, classe média e ricos.

É por isso que não fazemos distinção entre grandes empresas ou pequenas lojas de bairro, pois todas fazem parte de um mesmo sistema. Com a mesma raiva, nós vamos quebrar um açougue pequeno, e, com a mesma raiva, vamos queimar as instalações de uma grande empresa ou colocar uma bala na cabeça dos responsáveis por esses “empregos”.

Apoiamos qualquer forma de ataque com consistência contra aqueles que torturam e lucram às custas dos animais em todos os meios possíveis, e não só somos capazes apenas de causar danos materiais. Não só somos capazes de atacar locais de trabalho, lojas ou meios utilizados para a criação de animais, mas também apoiamos todas as formas de ataque às suas casas e suas propriedades privadas.

– Nós estamos cansados de ações “simbólicas” com intuito de não prejudicar ninguém ou com sabotagens sem impacto, ou ações feitas para ficar de consciência limpa ou para ganhar algum mérito, enquanto os responsáveis pela chacina vivem uma vida pacífica sem medo.

– Nós estamos nos cansando do ativismo e da mentalidade ativista que quer ser amigável com todo mundo, sem prejudicar ninguém emocionalmente, convencendo a todos de que são pessoas justas e estão salvando animais e terra, sem que ninguém suje as mãos e arrisque sua segurança.

– Agora, nós estamos cansados da mentalidade pacifista e daqueles que estão assustados com o que dizemos e com o que fazemos porque estamos promovendo ataques a pessoas através de todos os meios possíveis. Vocês acreditam que ao possuir e propagar um estilo de vida vegan, vocẽs farão alguma coisa? Nós sabemos e temos certeza de que a exploração dos animais e a destruição do meio ambiente não vão parar, mas pelo menos vamos revidar um pouco da chacina que promovem. Toda nossa certeza é de que não permaneceremos em silêncio.

INCENDIÁRIXS VERDE E NEGRO

[IT] [EN] [ES] [PT] BRA$IL: RODA DE CONVERSA EM SOLIDARIEDADE, CONTRA A OPERAÇÃO ÉREBO

via A_N_A

No domingo (04/03), às 16 horas, haverá uma roda de conversa em
solidariedade com xs anarquistas perseguidxs na região sul do território
dominado pelo estado brasileiro.

O encontro acontecerá no “centro de cultura social”, no centro da cidade
de São Paulo.

Durante nossa conversa, haverá leitura de contrainformativos e troca de
ideias afins.

Para isto, preparamos um livreto com alguns dos textos escritos sobre o
assunto. O material está disponível em português, espanhol, inglês e
italiano para difusão gratuita.

ENGLISH ESPAÑOL ITALIANO PORTUGUÊS

Da leitura… à cumplicidade…

 

Publicação informativa sobre a Operação Antianárquica Érebo em Porto Alegre (RS). Um convite para o debate.

recebido via email 01/03

CLIQUE AQUI PARA BAIXAR 

Vimos uma iniciativa, que chama à ofensiva e aviva nossos impulsos e instintos. Assim, respondemos ao chamado de Agitação Contra a Operação Érebo desde a tocaia na propagação de reflexões.

“Sentimos a necessidade de trazer o tema da Operação Érebo para a troca de ideias anárquica e Anarquista pois o tema parece observado através de um vidro embaçado. Não fica claro quais os alvos da Operação, suas repercussões, a situação dos anárquicos atingidos e nem se fala do que poderíamos apreender dessa experiência. Assim, achamos que há vários pontos que valem a pena refletir. E esta publicação é a ferramenta que nos parece pode ajudar a desembaçar alguns aspectos. Com essa intenção reproduzimos alguns textos e compartilhamos nossas reflexões. Trazemos estas reflexões, dentre várias perspectivas, a partir da visão com a qual nos sentimos mais próximos. Mas, não se trata somente de afinidade ou cumplicidade, trata-se também da necessidade de afincar na reflexão sobre a informalidade anárquica no território controlado pelo estado brasileiro.

Dentro das diferentes formas de viver o anarquismo e procurar a anarquia, o ataque informal anárquico está sendo omitido das reflexões e debates. Não podemos imaginar se isso acontece porque “não se sabe” dos ataques, porque “não se quer falar disso” ou porque algumas tendências anarquistas têm criado uma linha quase única de pensamento ácrata. O que está claro é que pouco ou nada se debate sobre o tema. Isto nos estranha já que sendo anarquistas como somos, as práticas subversivas de confrontação contra a dominação teriam que estar entre os temas favoritos de nossas conversas.”

Buenos Aires: que a política não apague a raiva!

via INSURRECTION NEWS

tradução tormentas de fogo

O folclore das datas faz seu chamado novamente, desta vez, como tantos outras, a convocatória cidadã olha em direção às bandeiras feministas, amparadas por partidos políticos e administradas pelo patriarca estatal, algumas dessas iniciativas se intitulam de “greve feminina”, outras de “jornadas de luta”, e todas abrem um espaço para inundar os discursos com sabor de reforma e negação da individualidade, enchem a boca com slogans de palavras como” neoliberalismo “, “repressão ” e “empoderamento “, iniciativa que tem por único objetivo preencher suas fileiras, suas urnas e seus bolsos.

O grito feminista e anti-patriarcal se expande no ar, e não deve nos surpreender que cada parcela do poder procure tomar uma fatia do bolo para deixar sua marca, que novamente a procissão desfile pelas ruas do centro tirando fotos com seus cartazes indignados, que os meios de comunicação apareçam mórbidos esperando algo fora do comum, para depois implantar toda sua parafernália jornalística buscando separar xs “violentxs” dxs “manifestantes”, o roteiro foi cumprido e continuará a ser cumprido em cada manifestação, porque eles sabem que somos perigosos, eles sabem que não temos medo, que não só não nos calamos, mas também que não respeitamos suas instituições ou suas lógicas autoritárias, eles sabem que a fúria feminista foi liberada, a ação foi tomada e despertou sorrisos e gestos de solidariedade em cada umx de nós que sentimos o patriarcado se impondo diariamente em nossas vidas.

É por isso que não devemos nos surpreender que essas mesmas mídias, que estiveram durante os últimos meses tentado retomar o discurso feminista bem intencionado nas suas notícias semanais, são as mesmas que, no 9 de março, repudiam qualquer ato vandálico que ocorre, alegando que estes “acontecem no lugar de expresse-se livre e pacificamente”.

Essas palavras são dedicadas para xs negadorxs, xs rebeldes, xs antiautoritárixs, xs anarquistas e todx aquelx que esteja cansadx desta sociedade e suas relações, para aquelxs que odeiam a polícia, que não esperam ver as igrejas em chamas mas sim levem nas suas costas o combustível para ver seu sonho se tornar realidade, para aquelxs que permanecem vivos no meio das massas e não se escondem atrás de rótulos, para nós que amamos a destruição deste mundo, bem como a criação de novas relações livres de autoridade, para nós que cobrimos nossos rostos para não esconder nossas intenções, nós, xs anônimxs que preferem ver arder os bastiões do estado e do capital, porque não nos conformamos de voltar para nossas casas satisfeitxs, nem estamos interessadxs em aparecer nos programas de televisão.

Este é um chamado para manter a rava viva, para tensionar nossas práticas para nos tornarmos mais eficazes, a cuidar de nós mesmos e de nossxs compas, mas acima de tudo não se esconder quando a repressão bater na porta.

O estado tirou suas armas dos lençóis, as mesmas armas que, nos últimos anos, estavam escondidas a portas fechadas para tortura, hoje são trazidas à tona para impor medo e paranóia, para nos trancar em nossas casas ou atrás das grades, mas é precisamente nestes momentos quando procuramos ser tão sigilosxs quanto ruidosxs dependendo da circunstância, é precisamente agora que é muito importante dar um passo a frente e responder.

Não vamos deixar os apropriadores transformarem a raiva em publicidade!

À expandir a revolta para além dos limites políticos e cidadãos!

 

Banner in solidarity with anarchists persecuted by “Op. Érebo”

received via email 21/02

A few words in solidarity with anarchists persecuted by the “Erebo” operation in Porto Alegre (RS), from somewhere in the territory controlled by the Brazilian state and global capitalism.

Almost four months ago, a police operation led by the deputy Jardim
raided private houses and collective spaces in the city of Porto Alegre. Several people and spaces ended up being the target of this operation and some books edited by the Kaos anarchist library were used as evidence to persecute comrades.

We do not intend, in this text, to turn to the way in which the media exposed the case, even though it is worth emphasizing the way which the press manipulates the masses in order to maintain a stammering social peace.

Even with all the efforts police-media made to depoliticize some anarchist proposals — seeking to find some “legitimacy” in pursuing evil “anarchists”,
taking advantage of tactical differences and seeking to create divisions between anarchist tendencies — combative anarchist solidarity rose up, and the fists were closed to the enemies!

As we believe that solidarity is a weapon against repression attempts and oblivion, and that we also know that it needs to be more than words to vibrate in the hearts of the rebels, we send this simple but, we believe, important message.

We hang a banner in solidarity with the persecuted anarchists in Porto Alegre. For all those who are fighting against the storms of loneliness and the inclemency of uncertainty. For all those whose life was /is being disturbed by this repressive wave and that have not lowered neither arms nor head!

For all those who face the difficulties waking up each morning with the conviction of having crossed the point of no return. The powerful can never stop us!

The political-economic context in Brazil and in Latin America is even more repressive against social movements. The political climate has a bitter taste for all those who oppose, in general, the devastating capitalism. A few days ago, 12 indigenous from Brazil’s southern territory were tortured, hit by rubber bullets and real bullets for the simple fact of claiming their lands, which they were promised almost 30 years ago*!

It also has this flavor for the great “minorities” of that sick society, who are being targeted by an ever-increasing “social cleansing” of large enterprises, fruits of “progress” and the”development”. The government kills “legally” by sending
armed forces to “clean” the favelas ** and does it also by organizing “agricultural fairs” in which the money raised is invested in the “security” of farmers and in the killing of indigenous people and peasants who dare to take back with their own hands their invaded lands.

Make no mistake, terrorist is the state and violent is the system that wants
to impose on us a life we never chose.

Debates on the legitimacy of violence are a false debate. We will never stand on the side of those who are pleased to live as a slave…

Those who celebrate past insurrections, today condemn any impulse of liberating violence, this happens under various pretexts such as the fact that we live in a “democracy”. Democracy, technocracy, dictatorships, all political-economic regimes deserve to be attacked, never was and can never be anything other than the expression of power coercion and domination of a few over the rest.

The articulation between centralized power and capitalism is inherent in
globalized modern society and to think that it is possible to destroy
capitalism without, together, destroying the structures of state power is a
illusion that some leftist parties nurture to seduce souls and thus gain a few more votes in the upcoming elections. Whether left or right governs, for them, the
Guarani Kaiowá, will always be worth less than the benefits of the
tons of soybeans.

If Dilma’s presidential government unleashed social cleansing, anti-terrorism law,
towards more and more progress and political persecution against
anarchists, today militants of the Workers Party and the MST (Rural Workers Without Land Movement) and of the entire “radical” left-wing party are also targets of political persecution.

If lately we meet on the streets to fight, let’s not forget the profound ideological and political differences that separate us. Same if we believe that we should rethink strategies and tactics of struggle in this current context, it is interesting that we question the role/place that we play on the regional, national (and internationally) chessboard in order not to end up being one of the pedestrians used to win the match. History has much to teach us about that…

More than answers, we point to the provocations to reflect the panorama
and to imagine strategies and actions that continue to spread the social war.

The repressive waves against those who struggle seek to frighten and paralyze any attempt to oppose the system. It is precisely what we can not let happen. We will look for ways to continue to struggle against a system and way of life that, in addition to not satisfy us as individuals, bases its values on domination
and in the exploitation of a few against the rest.

Oppression, domination and exploitation must be attacked in its roots and in a radical way. There are no ready-made methods for this, only has the combination of historical memory and creative imagination to invent, to think, to try strategies of struggle in this context each more adverse.

May this little message, like a flame of revolt, lighten the heart
of our persecuted comrades…

Strength and combative solidarity with the anarchists pursued by the
“Operation Erebus”!

With Guilherme Irish and Samuel Eggers present in our insurgent memory!

Long live anarchy!

Long live insurrection!

* On February 17, 2018, 12 Kaingang families in Passo Fundo
were beaten by the BOE (Special Forces Police Battalion). They were occupying an area of DNIT claiming the demarcation of their lands:

http://desacato.info/familias-kaingang-sao-espancadas-pela-policia-militar-em-passo-fundo-rs/

https://www.cimi.org.br/2018/02/policia-militar-agride-e-tortura-familias-kaingang-no-rio-grande-do-sul/

**

http://anovademocracia.com.br/noticias/8264-intervencao-no-rio-militares-querem-invadir-arbitrariamente-casas-de-moradores-em-favelas

http://anovademocracia.com.br/noticias/8254-intervencao-no-rio-forcas-armadas-vao-comandar-a-guerra-civil-contra-o-povo

*** On this theme see the movie “Martírio”, it brings information
and interesting links between private security guards on the farm,
politicians and farmers.

Faixa em solidariedade com xs perseguidxs pela operação érebo

recebido via e-mail 21/02

Algumas palavras em solidariedade com xs anarquistas perseguidxs pela
operação Erebo em Porto Alegre (RS), desde algum lugar, no território
controlado pelo estado brasileiro e o capitalismo global.

Há quase 4 meses, uma operação policial liderada pelo delegado Jardim
invadiu casas particulares e espaços coletivos na cidade de Porto
Alegre. Várias pessoas e espaços acabaram sendo alvo dessa operação e
alguns livros editados pela biblioteca anárquica Kaos foram usados como
elementos comprobatórios para perseguir xs anarquistas.

Não pretendemos, nesse texto, voltar sobre a maneira como a imprensa
brasileira levou o caso, mesmo se vale a pena ressaltar a pertinência
com a qual a imprensa manipula as massas com o objetivo de manter uma
paz social titubeante.

Mesmo com todos os esforços do aparato policial-midiático por
despolitizar algumas propostas anarquistas- buscando encontrar alguma
“legitimidade” política em perseguir xs anarquistas “do mal”
aproveitando diferenças e buscando criar divisões entre tendências
diversas do anarquismo- a solidariedade combativa anarquista se manteve
em pé, e os punhos ficaram fechados aos inimigos!

Como acreditamos que a solidariedade é uma arma contra as tentativas
repressivas e contra o esquecimento e que também sabemos que ela deve
ser mais do que palavra para vibrar nos corações dos rebeldes, mandamos
essa mensagem simples mas, acreditamos, importante.

Penduramos uma faixa em solidariedade com xs anarquistas perseguidxs de
Porto Alegre. Para todxs aqueles que estão brigando contra as tormentas
da solidão e as intempéries da incerteza. Para todxs aqueles cuja vida
foi/está sendo perturbada por essa onda repressiva e que não baixaram
nem os braços, nem a cabeça!

Para todxs aqueles que, fazem frente as dificuldades despertando-se cada
manhã com a convicção de ter cruzado o ponto de não retorno.
Nunca nos poderão parar!

O contexto político-econômico no Brasil e da América Latina está cada
vez mais repressivo com os movimentos sociais. O clima político tem
sabor um sabor amargo para todxs xs que se opõem, de maneira geral, aos
avances do capitalismo devastador. Há uns dias, 12 famílias indígenas do
sul do Brasil foram torturadas, atingidas por balas de borracha e balas
de verdade pelo simples fato de reivindicar suas terras, que por certo,
lhes foram prometidas há quase 30 anos*!

Também tem esse sabor para as grandes “minorias” dessa sociedade
doente, que se vêm alvos de uma cada vez maior “limpeza social” em prol
de grandes empreendimentos, frutos do “progresso” e do
“desenvolvimento”. O governo mata “legalmente” mandando as forças
armadas do exército “limpar” as favelas** e o faz também organizando
“feiras agrícolas” cujo dinheiro é investido na “segurança” dos
fazendeiros podres e na matança dos índios e camponeses que se atrevem a
retomar, com suas próprias mãos, suas terras invadidas***.

Que não se enganem, terrorista é o Estado e violento o sistema que quer
nos impor uma vida que nunca escolhemos.

Os debates sobre a legitimidade da violência são um falso debate. Nunca
estaremos do lado de quem gosta de viver como escravo…

Os mesmos que celebram insurreições passadas, hoje condenam qualquer
impulso de violência libertadora, isso, sob pretextos diversos como o
fato de nos vivermos em uma “democracia”. Democracia, tecnocracia,
Ditadura, todos os regimes político-econômicos merecem de ser atacados,
nunca são e nunca poderão ser outra coisa que a expressão do poder
coercitivo e da dominação de uns poucos sobre o resto.

A articulação entre poder centralizado e capitalismo é inerente a
qualquer sociedade moderna globalizada e achar que se pode destruir o
capitalismo sem, junto, destruir as estruturas do poder estatal é uma
ilusão que nutrem alguns partidos de esquerda para seduzir almas
revolucionárias e assim ganharem alguns votos a mais nas próximas
eleições. Sejam de esquerda ou de direita quem governa, para eles, as
vidas dos Guarani Kaiowá, sempre valerão menos que a os benefícios da
exportação de toneladas de soja.

Se, no governo “Dilma” a limpeza social, a lei antiterrorismo, a
correria rumo a cada vez mais progresso e a perseguição política contra
os anarquistas estavam à ordem do dia, hoje, militantes do PT e do MST e
de toda a esquerda “radical” partidária tornam-se também alvos de
perseguição política.

Se ultimamente nos encontramos nas ruas para lutar, não esqueçamos porém
das profundas diferenças ideológicas e políticas que nos separam. Mesmo
se acreditamos que devemos repensar estratégias e tácticas de luta no
contexto atual, é interessante que nos questionemos sobre o papel/lugar
que jogamos no tabuleiro de xadrez da política regional, nacional (e
internacional), isso, justamente para não acabar sendo um dos peões
usados para ganhar a partida. A história tem muito a nos ensinar sobre
isso…

Mais que repostas, apontamos a provocações para refletir o panorama
atual e imaginar estratégias e ações que sigam espalhando a guerra
social.

As ondas repressivas contra xs que lutam buscam amedrontar e paralisar
qualquer tentativa de oposição ao sistema. É justamente o que não
podemos deixar que aconteça. Buscaremos os jeitos para, de qualquer
maneira, seguir lutando contra um sistema e um modo de vida que além de
não nos satisfazer enquanto indivíduos, baseia seus valores na dominação
e na exploração de uns poucos contra o resto.

A opressão, a dominação e a exploração devem ser atacadas desde suas
raízes e de forma radical. Não existem métodos prontos para isso, só se
tem a combinação da memória histórica com a imaginação criativa para
inventar, pensar, experimentar estratégias de luta em esse contexto cada
vez mais adversos.

Que essa pequena mensagem, como uma chama de revolta, ilumine o coração
dxs companheirxs perseguidxs….

Força e solidariedade combativa com xs anarquistas perseguidxs pela
Operação Érebo!

Com, na memória insurreta Guilherme Irish e Samuel Eggers presentes!

Viva a anarquia

Viva a Insurreição!

*No dia 17 de fevereiro de 2018, 12 famílias Kaingang em Passo Fundo
foram espancadas pelo BOE. Estavam ocupando uma aera do DNIT
reivindicando a demarcação das suas terras:

http://desacato.info/familias-kaingang-sao-espancadas-pela-policia-militar-em-passo-fundo-rs/

e

https://www.cimi.org.br/2018/02/policia-militar-agride-e-tortura-familias-kaingang-no-rio-grande-do-sul/

**
http://anovademocracia.com.br/noticias/8264-intervencao-no-rio-militares-querem-invadir-arbitrariamente-casas-de-moradores-em-favelas
e
http://anovademocracia.com.br/noticias/8254-intervencao-no-rio-forcas-armadas-vao-comandar-a-guerra-civil-contra-o-povo

*** Sobre esse tema ver o filme Martírio, ele traz informações
interessantes sobre os vínculos entre seguranças privados nas fazenda,
políticos e fazendeiros.

Communiqué of Alejandro Centoncio, arrested for street battle

via PUBLICACION REFRACTARIO

Communiqué from the south penitentiary of Santiago:

“On March 29, 2017, I was arrested on charges of carrying a Molotov bomb.

This happened in the context of the commemoration of the day of the young combatant in Chile. The current gun control law in Chile considers Molotov cocktail as a firearm. A disproportionate law whose purpose is the repression of street protest. I’ve been in prison for nine months so long. It is my closest circle that suffers this situation with me. Submerged in the daily rubbish, I fully realize how this society needs prisons to survive.

My situation is an absurd make up. The supposed molotov they are putting on my back is made with… paraffin (kerosene). It is known that a Molotov is not made with this element… but for their justice, it is enough to ask for a sentence ranging from 3 to 5 years of effective prison.

Today I have nothing left more than to seek solidarity, and action and rage against a bastard system that does not hesitate to crush and imprison all its surroundings, only because of rebellious ideas against this tetrical world of prisons and jailers.

I make a call to show solidarity with all prisioners of the world.

To act…

And to make this whole world a bonfire where all the prisons disappear completely.

Alejandro Centoncio from the former-penitentiary in Santiago, Chile