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Finalmente, no dia 7 de julho de 2018, a corte de Valparaíso proferiu um veredito contra xs 6 acusadxs pelo incêndio em 21 de maio de 2016 e a morte do guarda municipal Eduardo Lara.

Sob os crimes de porte de bomba incendiária e incêndio resultando em morte, o tribunal decidiu ditar vingança contra os 6 acusados.

Miguel e Felipe decidiram não aparecer, encontrando-se felizmente fugidos e longe das garras da polícia até agora. Ainda assim a sentença foi a seguinte:

Miguel Ángel Varela Veas: Autor do crime de incêndio que resultou em morte + porte de bomba Molotov: 12 anos de prisão (incêndio) + 3 anos de prisão (Lei de controle de armas)

elipe Ríos Henríquez: Autor do crime de incêndio que resultou em morte: 12 anos de prisão.

Constanza Gutiérrez Salinas: Coautora do crime de incêndio resultando em morte: 10 anos de prisão.

Hugo Barraza Araya: Co-autor do crime de incêndio que resultou em morte: 10 anos de prisão.

Nicolás Bayer Monnard: Co-autor do crime de incêndio que resultou em morte: 10 anos de prisão.

Rodrigo Araya Villalobos: Co-autor do crime de incêndio que resultou em morte: 10 anos de prisão.

Constanza, Hugo, Nicolas e Rodrigo permanecerão nas ruas até que a sentença seja definitiva e ratificada, após os recursos e revisão de nulidade da sentença.



translation tormentas de fogo

On June 26, 2018, Francisco Hermosilla, Mario Fuentes Melo and Valeria Echeverría decided again on the life of other people. The three miserable judges of the IV Oral Criminal Court of Valparaíso, at the top of their podium, fulfilled their role as gears of the juridical-prisonal system.

This time they have decided to issue a verdict condemning 6 comrades accused of participating in the May 21 riots in 2016, in which the municipal guard Eduardo Lara died asphyxiated in a nearby pharmacy, due to the smoke generated by the fire.

The nauseating judiciary considered the 6 comrades guilty for the following offenses:

Miguel Ángel Varela Veas: Author of the arson that resulted in death + possession of molotov bomb.

Felipe Ríos Henríquez: Author of arson resulting in death.

Constanza Gutiérrez Salinas: Co-author of arson resulting in death.

Hugo Barraza Araya: Co-author of arson resulting in death.

Nicolás Bayer Monnard: Co-author of arson resulting in death.

Rodrigo Araya Villalobos: Co-author of arson resulting in death.

The prosecutor in the case “May 21”, or prosecutor Cristián Andrade, who requested sentences of 15 to 25 years, celebrated that the court accepted his thesis: “There is a conformity in having recognized that the death of Eduardo Lara was product of the arson”

Let’s remember that all 6 comrades remained on the streets subjected to several measures (forum signatures, identification and, in some cases, house arrest), but at today’s hearing the prosecution requested their detention, which was rejected by the court.

The comrades Hugo, Constanza, Nicolás and Rodrigo Araya attended the audience, while comrades Miguel and Felipe refused to come, resulting in an arrest warrant against both.

The sentence, in which follows the years of the comrade’s condemnation, will be read on court on July 7 at 10:00 am, by now the defense may appeal the nullity of the judgment.

We observed again today an evident legal revenge exerted during a political process. No matter the disjointed images shown by the police, the lack of any hydrocarbon test or even ANI reports speculating about someone responsible. Today the judicial report states the 6 comrades direct relation in the riots of May 21, participation in the arson attack on a pharmacy following death by suffocation of a municipal worker locked up by his bosses, who were several floors above. There is a total confusion in order of maintaining the state’s on top of reason.

This sentence is an attack against the street struggle and its expressions overflowed in the demonstrations, trying to show up someone responsible to satisfy the wishes of revenge of the Valparaiso’s municipality. Today as yesterday neither silence nor passivity are tactics to face legal lynching.



“The 6 comrades are an active part of the social movement against extractivism in their respective territories, especially in the regional struggle against the mega colonizing project for the devastation of nature, known by its initials: IIRSA

In the context of the social protest carried by various organizations on May 21, 2016, while the annual public account was taking place in the national congress, thousands of people gathered to demonstrate their unsatisfaction with neoliberal public policies. In this scenario, there were several clashes with the police, where individuals and collectives attacked symbols of capitalism, consumption and exploitation. Among the affected buildings there is the arson against a pharmacy, located in a building whose upper floors housed municipal offices. Unfortunately, in this incident where the fire spread throughout the structure, a municipal worker died under questionable working conditions; he was inside the damaged property. The day ended without detention in relation to this specific fact

After 3 months of this tragic event, through various spectacles in the cities of the fourth and fifth region, in which during all time had the presence of a press team of channel 13, 6 comrades are detained. They rescheduled the court date and due to lack of evidence by the prosecution, the required preventive measure of pre-trial detention was not obtained. The investigation was then postponed to happen within 6 months; However, during the trial and without no new evidence, the precautionary measure for one of the accused persons was changed to house arrest.

The IIRSA megaproject was rejected by most of social organizations that inhabit the affected territories. It has become a common theme for various sectors and organizations to discuss, along with a wide range of groups, in which the 6 persecuted comrades participate, leading forums and other information activities to disseminate this problem. We denounce that these activities related to the defense of lands and territories have been constantly monitored by the police and the intelligence services: through recordings, identity control and other techniques of harassment. The Federal Public Prosecutor’s Office included in the investigation file and, among the alleged evidence, audiovisual material recorded in activities organized around this subject held before and after the event investigated. This situation evidences a political persecution which was previously articulated, that intends to criminalize and punish ideas and groups of friends and relatives. A persecution that seeks to stop and repress the articulation of the genuine and necessary protest against extractive projects, which attack nature and life itself. We also denounce it as a flawed process, full of irregularities and obviously influenced by political reasons.”





tradução tormentas de fogo


“Declaram culpadxs xs 6 companheirxs processadxs pelo caso 21 de mayo + veredito”

No dia 26 de junho de 2018, Francisco Hermosilla, Mario Fuentes Melo e Valeria Echeverría decidiram novamente sobre a vida das pessoas. Os três juízes miseráveis do IV Tribunal Penal Oral de Valparaíso, no alto do seu pódio cumpriram seu papel de engrenagens do sistema jurídico-prisional.

Desta vez decidiram emitir um veredito condenatório contra 6 compas acusadxs de participar dos distúrbios de 21 de maio em 2016, no qual o guarda municipal Eduardo Lara morreu asfixiado em uma farmácia nas imediações, por conta da fumaça gerada pelo incêndio.

O nauseante poder judiciário considerou xs compas culpadxs pelos seguintes delitos:

Miguel Ángel Varela Veas: Autor do crime de incêndio que resultou em morte + porte de bomba molotov.

Felipe Ríos Henríquez: Autor do crime de incêndio resultando em morte.

Constanza Gutiérrez Salinas: Coautora do crime de incêndio resultando em morte.

Hugo Barraza Araya: Co-autor do crime de incêndio resultando em morte.

Nicolás Bayer Monnard: Co-autor do crime de incêndio resultando em morte.

Rodrigo Araya Villalobos: Co-autor do crime de incêndio resultando em morte.

O perseguidor do caso “21 de maio”, ou promotor Cristián Andrade, que solicitou sentenças de 15 a 25 anos, comemorou que o tribunal aceitou sua tese: “Existe uma conformidade em haver reconhecido que a morte de Eduardo Lara foi produto do incêndio”.

Lembre-se que xs 6 companheirxs permaneceram nas ruas sujeitxs a várias medidas cautelares (assinaturas no fórum, canseiras e, em alguns casos, prisão domiciliar), mas na audiência de hoje a acusação solicitou prisão preventiva enquanto aguardava a condenação, rejeitada pelo tribunal.

Assistiram à audiência Hugo, Constanza, Nicolás e Rodrigo Araya, enquanto os companheiros Miguel e Felipe se recusaram a vir, resultando numa ordem de prisão contra ambos.

A sentença, onde o tribunal decretará os anos da condenação dxs compas, será lida no dia 7 de julho às 10: 00hrs, desde então a defesa poderá recorrer da nulidade do julgamento.

Hoje, novamente, observamos uma evidente vingança jurídica exercida durante um processo político. Não importam as imagens desconexas mostradas pela polícia, a falta de qualquer teste de hidrocarboneto ou até mesmo os relatórios da ANI especulando sobre alguém responsável. Hoje o laudo judicial afirma como relação direta a participação nos tumultos de 21 de maio, o ataque incendiário a uma farmácia com a morte por sufocamento de um trabalhador municipal trancado por seus patrões, que estavam vários andares acima. A confusão é completa em função de manter a razão do Estado.

Esta sentença é um ataque à luta rueira e às expressões transbordadas nas manifestações, procurando mostrar alguns responsáveis para satisfazer os desejos de vingança do município de Valparaíso. Hoje como ontem nem o silêncio, nem a passividade são táticas para enfrentar o linchamento legal.



“Xs 6 indiciadxs são parte ativa do movimento social contra o extrativismo em seus respectivos territórios, principalmente na luta regional contra o mega projeto colonizador de devastação da natureza, conhecido por suas iniciais: IIRSA

No contexto do protesto social convocado por diversas organizações no dia 21 de maio de 2016, enquanto acontecia a conta pública anual no congresso nacional, milhares de pessoas se reuniram para demonstrar sua insatisfação com as políticas públicas neoliberais. Nesse cenário, houve vários confrontos com a polícia, onde individualidades e coletividades atacaram símbolos do capitalismo, do consumo e da exploração. Dentro dos edifícios afetados está o incêndio de uma farmácia, localizada em um prédio cujos andares superiores abrigavam escritórios municipais. Infelizmente, neste incidente em que o fogo se espalhou por toda a estrutura, um trabalhador municipal morreu sob condições de trabalho questionáveis; ele estava dentro da propriedade danificada. O dia terminou sem detenções em relação a esse fato específico.

Depois de 3 meses do trágico evento, através de espetacularizações nas cidades da quarta e quinta região, que ainda tiveram, em todos os momentos, a presença de uma equipe de imprensa do canal 13, 6 compas são presxs. Elxs são enquadradxs no dia seguinte e em função da falta de evidências por parte promotoria, a medida preventiva requerida de prisão preventiva não é obtida. A investigação é postergada num prazo de 6 meses; No entanto, durante o processo e sem novas evidências, a medida de precaução para uma das pessoas acusadas é alterada para prisão domiciliar.

O megaprojeto da IIRSA foi rejeitad por grande parte das organizações sociais que habitam os territórios afetados. Tornou-se um tema transversal para vários setores e organizações, juntamente a uma grande variedade de grupos, nos quais xs acusadxs participam, levando adiante fóruns e outras atividades informativas para disseminar esse problema. Denunciamos que essas atividades relacionadas à defesa de terras e territórios têm sido constantemente monitoradas pela polícia e pelos serviços de inteligência: por meio de gravações, controle de identidades e outras técnicas de assédio. O Ministério Público Federal incorporou à pasta de investigação e, entre as alegadas evidências, material audiovisual registrado em atividades organizadas em torno deste assunto realizadas antes e após o evento investigado. Essa situação evidencia uma perseguição política, previamente articulada, que pretende criminalizar e punir idéias e grupos de amigxs e afines. Perseguição que busca deter e reprimir a articulação do genuíno e necessário protesto contra os projetos extrativistas, que atentam contra a natureza e a própria vida. Denunciamos também um processo falho, cheio de irregularidades e influenciado, obviamente, por razões políticas.”