Sardenha – Atualizações sobre Paolo

via ROUND ROBIN

Paolo está em Uta [Província de Cagliari, Sardenha], ele está bem, ele está em uma ala com xs outrxs prisioneirxs e em uma cela com um dos dois cúmplices com quem ele foi preso. Ele pediu alguns selos. Não há notícias sobre datas de audiência ou qualquer outra coisa, nesta semana ele teve suas primeiras visitas e não parece ter problemas para receber cartas.

Para escrevê-lo:

Casa Circondariale Ettore Scalas
2 strada ovest Z.I.
Macchiareddu,
09010 Uta
Sardinia

Mais atualizações em breve.

Chile – Anti-Carcerary Day in Solidarity with Nataly, Juan and Enrique

via TURBA NEGRA

translation TORMENTAS DE FOGO

I diffuse the publication of the Coordinadora Anticarcelaria La Fuga and I send forces to comrades who are raising this move in solidarity to the arrested comrades: Juan, Nataly and Enrique.

The trial against our comrades was initiated on March 24 of that year, and after a long trial, the convictions and accusations of the prosecution are as it follows:

  • Enrique Guzmán: accused for the confection of the explosive device used in the 1st Police Station of Santiago Center. Under the antiterrorist law, the prosecutor claims for 10 years in prison.
  • Nataly Casanova: accused for the confection of the explosive device used at the 1st Police Station in Santiago Centro, placing the explosive device within the subway train of the station “los Dominicos”, possession of material for the manufacture of explosive material. Under the anti-terrorist law, the prosecutor claims 20 years in prison.
  • Juan Flores: accused of placing the explosive device used at the 1st Police Station in Santiago Centro, placing the explosive device within the subway train of the station “los Dominicos”, placing the explosive device in the subcenter. Under the antiterrorist law, the prosecutor asks for a life sentence against him.

Sunday, November 19
outside the prison of San Miguel
From 11am

* Legal advice and penitentiary for relatives and close relatives of incarcerated persons.


* Conversation with compas of 81 Razones x Luchar, Observatorio Social Penitenciario, coordinator of HRD Mauricio Hernandez and other compas.


* Music, food and activities for children

The end of the trial on the subcenter is near

via PUBLICACION REFRACTARIO

translation TORMENTAS DE FOGO

During the last fifteen days of November, it is expected that the macro-prosecution initiated under the anti-terrorist law by the attacks on the subcenter, the subway “Los Dominicos” and two police stations in Santiago will come to an end.

The so-called “Caso Bombas 2”, which began more than two years ago against Enriquez Guzman, Nataly Casanova and Juan Flores, has approximately 7 months of trial under the anti-terrorist law, it is finally in those days in which the case is being concluded. After the closing arguments, it is to be expected the verdict that the criminal court will decide innocence or guilt and for which crime, so then – in case of being guilty – it dictate the sentence.

It is necessary to remember that, after this instance, both the defense and the prosecution can appeal the decision, because, if this is a turn of judicial gear against our comrades, it is not the last one.

Remember the accusations and penalties that the power requests against Enrique, Nataly and Juan:

  • Enrique Guzmán: accused for the confection of the explosive device used in the 1st Police Station of Santiago Center. Under the antiterrorist law, the prosecutor claims for 10 years in prison.
  • Nataly Casanova: accused for the confection of the explosive device used at the 1st Police Station in Santiago Centro, placing the explosive device within the subway train of the station “los Dominicos”, possession of material for the manufacture of explosive material. Under the anti-terrorist law, the prosecutor claims 20 years in prison.
  • Juan Flores: accused of placing the explosive device used at the 1st Police Station in Santiago Centro, placing the explosive device within the subway train of the station “los Dominicos”, placing the explosive device in the subcenter. Under the antiterrorist law, the prosecutor asks for a life sentence against him.

Combatant solidarity against the democratic inquisition!

 

 

 

Chile – Jornada Anti-Carcerária em Solidariedade com Nataly, Juan e Enrique

via TURBA NEGRA

Difundo a partir da publicação da Coordinadora Anticarcelaria La Fuga e mando forças axs compas que estão levantando essa movida em solidariedade axs compas presxs: Juan, Nataly e Enrique.

O julgamento contra xs companheirxs foi iniciado em 24 de março desse ano, e após um longo julgamento, as condenações e acusações da acusação são as seguintes:

Enrique Guzmán: acusado da confecção do dispositivo explosivo utilizado no 1º Delegacia do centro de Santiago. Formalizado pela lei antiterrorista, a acusação pede 10 anos de prisão.

Nataly Casanova: acusada da confecção do dispositivo explosivo utilizado no 1º Delegacia do centro de Santiago, da colocação do dispositivo explosivo no metrô, posse de material para fabricação de material explosivo. Formalizada pela lei antiterrorista, a promotoria pede 20 anos de prisão.

Juan Flores: acusado da colocação do dispositivo explosivo utilizado no 1º Delegacia do centro de Santiago, da colocação do dispositivo explosivo no metrô, da colocação do dispositivo explosivo no subcentro. Formalizado pela lei antiterrorista, a promotoria solicita uma sentença perpétua contra ele.

Abaixo o estado policial e suas montagens no Caso Bombas 2.
Liberdade à Nataly, Juan, Enrique e todxs xs presxs em luta!

Domingo 19 de novembro
do lado de fora da prisão de San Miguel

A partir das 11hs

*Assessoria legal e penitenciária para familiares e próximxs de pessoas encarceiradas.
*Conversa com compas de 81 Razones x Luchar, Observatorio Social Penitenciario, coordenador do DDHH Mauricio Hernandez e outrxs compas.
*Música, olla común e atividades para crianças

Cagliari, Itália – Anarquista Paolo preso por roubo

via Nobordersard

Tradução TURBA NEGRA

Cagliari, Itália – Anarquista Paolo preso por roubo

Na terça-feira, 31 de outubro, nosso companheiro Paolo foi preso junto com dois companheiros, logo após o assalto ao escritório dos correios no subúrbio de Cagliari. Depois de deixarem o escritório de correios, eles tentaram fugir, mas a infâmia de uma testemunha forneceu informações muito precisas aos policiais, que, portanto, conseguiram organizar um cerco e interceptá-los enquanto eles estavam fugindo.

Eles não ofereceram resistência. As roupas e as armas usadas no assalto foram encontradas no carro.

Toda a nossa proximidade e solidariedade para eles. Nós não sabemos por que eles fizeram essa escolha, e nós não nos importamos. Sabemos que quem organiza para privar o Estado e os patrões do que eles precisam, faz o certo, sempre.

Mas, estamos enojadxs por aquelas pessoas que, por um “senso de dever cívico” (expressão usada pelo chefe da polícia de Cagliari), criticam aquelxs que se organizam e agem para ter o que precisam, tirando o que por natureza é o pior explorador no mundo, o Estado.

Do lado daqueles que não abaixam a cabeça.

O final do julgamento sobre o subcentro se aproxima

via PUBLICACION REFRACTARIO

Durante a última quinzena de novembro, espera-se que o macroprocesso iniciado sob a lei antiterrorista pelos ataques contra o subcentro, o metrô “los dominicos” e duas estações de polícia em Santiago chegue ao fim.

O chamado “Caso Bombs 2”, iniciado há mais de dois anos contra xs companheirxs Enrique Guzman, Nataly Casanova e Juan Flores, tem aproximadamente 7 meses de julgamento sob a lei antiterrorista, são finalmente por esses dias que o processo está se concluindo. Após os argumentos de encerramento, é de se esperar o veredicto que  o tribunal oral penal* decidirá inocência ou culpa e por qual crime, para então – no caso de ser condenadxs culpadxs – ditar a sentença.

É necessário lembrar que, após esta instância, tanto a defesa quanto a promotoria podem recorrer da decisão, porque, se este é um giro da engrenagem judicial contra xs companheirxs, não é o último.

Lembre-se das acusações e penalidades que o poder solicita contra Enrique, Nataly e Juan:

  • Enrique Guzmán: acusado pela confecção do artefato explosivo usado no 1º Posto Policial de Santiago Centro. Enquadrado pela lei antiterrorista, a promotoria solicita 10 anos de prisão.
  • Nataly Casanova: acusada pela confecção do dispositivo explosivo utilizado no 1º Posto Policial de Santiago Centro, da colocação do dispositivo explosivo no vagão de metrô da estação “los dominicos”, posse de material para fabricação de material explosivo. Enquadrada pela lei antiterrorista, a promotoria pede 20 anos de prisão.
  • Juan Flores: acusado pela colocação do dispositivo explosivo utilizado no 1º Posto Policial de Santiago Centro, da colocação do dispositivo explosivo no vagão de metrô da estação “los dominicos”, da colocação do dispositivo explosivo no subcentro. Enquadrado pela lei antiterrorista, a promotoria solicita uma sentença perpétua contra ele.

Solidariedade combativa frente à inquisição democrática!

*“tribunal penal oral” é um tribunal ordinário de única instância.

Itália: Atualizações da “Operação Scripta Manent” (16/11/17)

via CROCE NERA ANARCHICA

O julgamento começara dia 16 de Novembro na corte de segurança máxima da prisão de Turim.

Xs companheirxs anarquistas Alfredo Cospito, Anna Beniamino, Danilo Cremonese, Nicola Gai não serão permitidxs de comparecer ao julgamento na sala do tribunal, elxs serão sujeitxs a uma video-conferência dentro das alas do presídio de máxima vigilância 2, onde estão sendo mantidxs.

Xs companheirxs anarquistas Marco Bisesti, Valentina Speziale, Alessandro Mercogliano serão permitidxs de comparecer ao tribunal, mas elxs recusam participar do julgamento em solidariedade com xs companheirxs sujeitxs à video-conferência

CNA

[$antiago, Chile] Resumo da atividade “Solidariedade à flor da Pele”

via CONTRAINFO

tradução TORMENTASDEFOGO

VII Convenção de tatuagens e arte corporal SOLIDARIEDADE À FLOR DA PELE

Sob um belo céu nublado, nos reunimos para dar vida à VII Convenção de Tatuagens e arte corporal Solidariedade à Flor da Pele, buscando contribuir economicamente com nossos camaradas na prisão, bem como abrir um ponto de encontro anti-carcerário.

Desde o início, recebemos rondas policiais, hostilizando tatuadorxs, compas e até vizinhxs, mas sem conseguir impedir o desenvolvimento da atividade. Com a habilidade e a vontade das mãos solidárias, fomos nos esquivando dos diferentes obstáculos que se geraram no início, demonstrando assim que sempre se pode, quando a convicção anárquica nos guia.

Agradecemos a presença e compromisso de cada tatuadorx, dxs companheirxs responsáveis pelas suspensões, piercing e quem nos acompanhou com danças, pinturas e oficinas, que com a melhor disposição contribuirm para o desenvolvimento e difusão da atividade. A quem não pode chegar junto, esperamos contar com vocês para a próxima convenção…

As palavras de alguns de nossxs companheirxs na prisão foram lidas, assim, vazando idéias/sentimentos para longe dos corredores da prisão, ajudando a diluir dentro/fora. Durante o dia foi informado e atualizado sobre os diferentes processos de repressão e combate na Wallmapu, procurando alimentar as diferentes vontades em conflito.

Flor de Piel é marcada pela presença daqueles que, apesar de não estar mais fisicamente conosco, vivem na memória dos corações negros, então Barry Horne, Sebastián Oversluij, Mauricio Morales nos acompanhou o tempo todo. Os caminhos da luta sempre se cruzam, mas há circunstâncias em que não podem se encontrar … este dia é dedicado à memória de Santiago Maldonado.

Porque uma jaula é sempre uma jaula…
Até destruir o último bastião da sociedade carcerária.

Solidariedade à Flor da Pele.
Solidarixs afines pela Anarquia/Coletivo Sacco e Vanzetti.

***

PALAVRAS DE COMPANHEIRXS ENCARCERADXS

JOAQUÍN GARCÍA*

Acabei de aprender sobre esta iniciativa de solidariedade. Agradeço muito todas as expressões de carinho que me acompanham neste momento. Cada gesto, cada palavra tem significados muito maiores no confinamento da prisão, romper com a rotina aqui se torna o mais importante. Espero que tudo seja realizado do modo mais agradável possível e que a solidariedade seja vivida à flor da pele.

Eu envio muitos abraços, saudações e carinho.

Joaquín García
Seção de Segurança Máxima/Presídio de segurança máxima.
4 de novembro de 2017.

*Companheiro preso em 19 de novembro de 2015 e responsabilizado pelo ataque explosivo contra a 12a estação de polícia de San Miguel, em uma mudança de medida preventiva assume a clandestinidade e é preso em setembro de 2016 com um revólver e munição. Ele está atualmente em prisão preventiva.

ENRIQUE GUZMÁN, NATALY CASANOVA Y JUAN FLORES*

Essas palavras nascem e voam desde as célas da prisão de San Miguel, a unidade especial de alta segurança e a antiga penitenciária, para cumprimentar essa instância cúmplice dedicada a nós pelxs compas que organizam e dão vida à Convenção de Tatuagens e Arte Corporal Solidaridade à Flor da Pele…

Nessas palavras nascentes dentro desses centros de tortura, gostaríamos de cumprimentar de forma fraterna e cúmplice aquelxs que, no ponto de criatividade rebelde e subordinada, organizam e participam dessa iniciativa anti-carcerária,.. Iniciativa de solidariedade com aquelxs que sentem o sabor amargo da prisão cotidianamente, raiva, a impotência e a indignação de não poderem materializar a guerra porque estão cercados por barras, câmeras e guardas…

Nesse sentido, compartilhamos a mesma raiva, impotência e indignação, contra os bastardos que compõem e perpetuam essa sociedade, que aprisiona nossas vidas e a de nossos irmãos… é por isso que nosso respeito e carinho a essas mentes conscientes que não dão espaço à imobilidade e a indiferença…

Há aproximadamente 7 meses e meio atrás, nos encontramos à mercê da polícia da prisão, exames e transferências para os tribunais do estado chileno, que julgam nossa necessidade de enfrentar ao Domínio, o julgamento que discute nosso suposto envolvimento em bombas detonadas contra a estação de metro “Los Dominicos”, contra a 39 e a primeira delegacia de polícia em Santiago e contra o subcentro da escola militar (fatos reivindicados pelxs compas da conspiração das células de fogo e a conspiração internacional de vingança) está em fase final, após o arsenal legal / fiscal e a entrada de mais de 150 testemunhos, 80 peritos, 230 documentos e 640 provas de especialistas, esta segunda-feira irá discutir os dias de folga (que não podem ser mais do que 4) para preparar os argumentos de encerramento do caso.

Com um cúmplice de sinal com xs compas nas prisões de Korydallos (Grécia), com xs de Ferrara (Itália) e para a imensidão de irmãos presxs e caidxs nesta guerra, nos despedimos com o gostoso sabor do carinho solidário que você nos mostra uma vez mais!!!

Nataly Casanova (Cárcere de San Miguel)
Enrique Guzmán (Segurança Máxima/Presídio de Segurança Máxima)
Juan Flores (Antiga Penitenciaria)

MARCELO VILLARROEL*

Abraçando a todos e alguns dos gestos e atos de solidariedade com xs prisioneirxs da guerra social.

Da prisão da Alta Segurança de Santiago, uma vez mais, escapam essas letras carregadas de fraternidade insurrecta para cumprimentar e abraçar cada umx dxs companheirxs que possibilitam que esta iniciativa seja realizada em sua 7ª versão, mantendo-a viva por vários anos, com a finalidade concreta da solidariedade com quem vive na prisão como resultado irrevogável de uma luta subversiva contra o Estado, o Capital e toda autoridade.

Resgato a vontade e a insistência de gerar redes de cumplicidade que permitem quebrar no cotidiano as paredes e as jaulas que nos cercam.

Nos tempos em que os valores que têm motivado o nosso acionar de combate direto são relativizados por quem nunca arriscou nada, é altamente resgatável promover a sensação de comunidade que nos envolve, independentemente do lugar onde estamos, porque está enraizado no desejo e na vontade incontida de ser livre, muito além das dificuldades próprias de um caminho onde muitxs irmãos perderam suas vidas enquanto outrxs resistem atrás das barras.

Portanto, cada grão de areia que aponta para fortalecer a ruptura com o separatismo e a indiferença expandindo as práticas solidárias é um ataque direto à imobilidade e passividade com que o poder e seus múltiplos dispositivos de controle vão semeando fragmentação, amnésia e medo com os quais temos de conviver cotidianamente como práticas normalizadas no mundo cidadão que tanto odiamos.

Os tempos são e continuarão a ser de luta direta contra o Estado através da revolta permanente e há de ser claro: continuará havendo feridxs, perseguidxs, prisioneirxs e mortxs de pensamento e ação anti-autoritárias e não podemos imaginar transformações radicais sem a dor da perda, porque não há guerra asséptica já que o poder da dominação capitalista não perdoa nem esquece quem se rebela.

Por estes dias se cumpre 10 anos desde que assumimos a clandestinidade como uma negação da legalidade juridica-policial do Estado. Há 10 anos, começou uma caça à 4 companheirxs em que fomos acusadxs de participar numa série de expropriações bancárias e na morte de um policial uniformizado após o assalto ao Banco Security, fato ocorrido no centro de Santiago, em outubro de 2007.

O Estado com seus sicários guardiões desencadeou uma caça sem precedentes, bem como uma ofensiva sistemática em relação a vários espaços anticomunistas autônomos da época que expressavam uma posição de confrontação insurrecta.

A 10 anos do começo daquela caça, orgulhosamente pode dizer que não há arrependimento, nem esquecimento, nem abando, nem resignação do caminhar subversivo. Desde uma posição em tensão contínua, nada está acabado.

Tudo continua!!!

Encorajando o encontro de quem está trilhando o caminho da guerra social, quem alimenta a memória de combate de todxs que nῶao perdem o compasso do conflito…

Abraçando todos xs presxs dignxs e seus irmãos que se expressam no ataque direto aos símbolos do Poder.

ABAIXO AS JAULAS!!!
ATÉ DESTRUIR O ÚLTIMO BASTIÃO DA SOCIEDADE CARCERÁRIA!!!
CAMINHANDO ORGULHOSXS PELO CAMINHO DA GUERRA SOCIAL, AVANÇAMOS JUNTXS PARA A LIBERTAÇÃO!!!
ENQUANTO EXISTIR MISÉRIA, HAVERÁ REBELIÃO!!!

Marcelo Villarroel Sepúlveda
Prisioneiro Libertário.
Presídio de Segurança Máxima/Santiago, Chile.
Sábado, 4 de novembro de 2017.

“EXPERIMENTANDO A VINGATIVIDADE DO SISTEMA”

via ACT FOR FREEDOM NOW

“Carta dxs compas anarquistas Vaggelis Stathopoulos e Christoforos Kortesis”

Experimentando a vingatividade do sistema

Sete anos e meio depois da nossa prisão em abril de 2010 no caso da Luta Revolucionária, na terça-feira 24/10 seu julgamento de segundo grau terminou. E este tribunal ratificou o óbvio com a sua decisão: através dele fomos declarados oponentes do regime e tratados como tal. Quanto a nós, a nossa condenação de 6 anos de prisão — acrescida com formação de organização terrorista, uma carga-chave para acusações – é devida exclusivamente ao que declaramos desde o primeiro momento em que recusamos a acusação: nossa identidade política e ação como anarquistas, bem como a nossa atitude insubordinada em relação a todos os processos de investigação e judicial.

A vingança dos mecanismos de acusação penetra em todos os estágios da nossa acusação, que culminou em reclusão após a decisão mais recente. Para o restante da nossa sentença que ainda temos de cumprir (5 meses e 8 meses, respectivamente), o promotor de sentenças Drakos teve um cuidado especial quanto a nós, enviando-nos para as prisões de Alikarnassos e Kerkira, respectivamente, isolando-nos daqueles que estão perto de nós e nossos ambiente político.

Claro, todos nós estamos acostumadxs a ouvir histórias de repressão com os vários tipos de “Drakos”: quando, um ano após nossas prisões, o conselho de 12 meses de prisão liberou-nos devido à falta de provas, foi o procurador da Suprema Corte Ioannis Tentes que apelou esta decisão e confirmou o caráter político da nossa acusação. Quando, um mês antes da decisão do primeiro julgamento, o então o ministro da Proteção dos Cidadãos Nikos Dendias enviou um documento informal com “terroristas perigosos” para o “jornalismo independente”, que inclui os nomes de muitos outros camaradas, ele não fez mais do que confirmar o “idionymon”* moderno para aquelxs que resistem.

Mesmo até o dia da decisão de apelação, quer dizer, por 4,5 anos, nós permanecemos livres (com restrições). Nós não fomos “corrigidos” todos esses anos, também não iremos. Nós continuamos sempre com a destruição de estado e capital como nosso horizonte ao lado dxs oprimidxs e aquelxs que lutam por um mundo de igualdade, liberdade e solidariedade.

Do centro de detenção provisória na rua Petrou Ralli, algumas horas antes nossa transferência.

Vaggelis Stathopoulos, Christoforos Kortesis.

* lei “relativa a medidas de segurança para o estabelecimento social e proteção da liberdade”, introduzida pelo governo Venizelos em 1929 com o objetivo de penalizar as idéias insurrecionais e, em particular, desencadear acusações contra comunistas, anarquistas e reforçar a repressão
contra as mobilizações sindicalistas.

 

 

 

 

 

Atenas: o primeiro julgamento de apelação do grupo Luta Revolucionária, que começou em 22 de maio de 2015, terminou em 25 de outubro de 2017

via ACT FOR FREEDOM NOW

tradução tormentas de fogo

O Tribunal de Apelação de cinco membros terminou após dois anos e meio de sessões na prisão feminina de Korydallos.

O Tribunal de Recurso validou a decisão da primeira instância. Sentença de 46 anos de prisão (dos 50,5 anos impostos anteriormente) para xs dois principais arguidxs (Kostas Gournas e Nikos Maziotis e para Pola Roupa 49 anos) que assumiram a responsabilidade pela participação na organização e 6 anos (dos 7 impostos anteriormente) para ambos (E. Stathopoulos e Ch. Kortesis), que recusam as acusações.

Após a conclusão do processo judicial, os camaradas Vangelis Stathopoulos e Christoforos kortesis, que estavam fora da prisão com medidas restritivas nos últimos três anos, foram trazidos de volta à prisão para completar suas sentenças.